sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Esta não era a original, essa acabou por ficar no papel...

Posso não ter feito grande coisa este ano, e posso não acabá-lo em grande, mas uma coisa sei que fiz: aprendi.

Aprendi o significado da distância. Aprendi que, ao contrário do que tendemos a pensar, o que dificulta a proximidade entre as pessoas não é a distância, é a vontade que elas têm de estarem juntas. E quem é próximo, é próximo quando mais precisamos, e não olha aos quilómetros. Por isso é que há pessoas que estão connosco no matter what, e independentemente de terem oportunidade de nos olhar, conseguem ver-nos.
Aprendi que a luta continua sempre, e que não vale a pena descansarmos à sombra do que está bem, porque temos sempre que provar que conseguimos ir para lá de nós, temos sempre que provar que somos fortes, outra vez e outra vez e outra vez.
Aprendi que correr atrás da aprovação das pessoas é inútil, e que as únicas coisas que valem a pena são aquelas que são genuínas.
Aprendi que às vezes é preciso ter fé nos outros. E que é sempre preciso termos fé em nós próprios.
Aprendi que tal como às vezes temos de ir, às vezes temos de deixar os outros ir.
Aprendi que temos oportunidade de perceber quase tudo o que nos acontece, é só uma questão de tempo. E o melhor que fazemos é aceitar, mesmo que tenhamos que esperar para compreender.
Aprendi que os comboios não passam só uma vez na mesma estação.
Aprendi muito mais que não fica aqui...

Até posso ter aprendido pouco, mas por pouco que seja nunca é tarde para o fazer.
E o que aprendemos é a única coisa que podemos ganhar e ninguém nos tira.
Portanto, por muito mal que acabemos um ano, se tivermos aprendido alguma coisa, não há como não esperar melhor para o ano seguinte. :)

Desejo que tenham tido um óptimo 2010 e que consigam mergulhar de cabeça em 2011, com a esperança de que seja ainda melhor!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

dois, mil e dez.

Gostava de estender a mão, abri-la, e olhar e ver todos os caminhos lá traçados.
Gostava que me entendesses, e especialmente gostava que me quisesses entender.
Gostava de me entender, de entender as pessoas, de pensar a coisa certa, perceber a coisa certa, fazer a coisa certa.
Gostava de ser certa, mas certamente que cortei os meus pés nesse campo minado há muito tempo atrás.

Gostava de conseguir pensar que o meu ano acabou, e que não vai começar um novo, todo igual. Gostava traçar um limite entre eles, separar as águas, apagar o meu coração com uma borracha e selar, vedar a minha cabeça com fita adesiva para nada mais se dispersar para lá de mim.

Porque tu não vais ler nem ver nada...

Fui. Bom ano. <3


QUE SE FODA.
O ano, as pessoas, tu, as escolhas, TUDO.

Que se foda tudo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

pchhhhi.

It's okay because I love you anyway?
It's okay because I miss you as shit. At least I think so...
I just wish I could murder you...
Cause you just still make me SO fucking angry.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Crónica de um dia normal

Estou farta de gajas que falam de amor como se tivessem tirado um curso sobre mulheres e homens, como se me conhecessem, como se te conhecessem, como se conhecessem os nossos pais e os nossos avós, as tuas paixões e as minhas desilusões. Como soubessem ponta de corno. Tias.
Tias que um dia tiveram a sorte de arranjar um dandy com uma nota preta na carteira e um certo charme da linha, que cheira a Armani e veste Lacoste, que fala de economia e joga
golfe e que trata os pais por você.
Tias que tiveram a sorte que o país e nós lhes demos de manterem as suas riquezas à custa de romances pseudo românticos e pseudo actuais, e pseudo abrangentes - como hóroscopos. Romances horóscopos - parece que acertam.
Tiveram a sorte de terem um bom metabolismo, e comerem que nem cães e não engordarem, também por fazerem ginástica porque têm tempo, e comerem saudável porque tem dinheiro, e viajarem porque dão a cara, e terem vestidos pretos com que nunca se comprometem, e um colarzinho de pérolas que não era nem da mãe nem da avó, veio antes do bolso do darling numa noite estrelada.
(O darling que percebe tanto de política como de injustiças sociais, mas à custa do seu after shave e do seu rolex lá vai subindo a pulso na vida, e que por acaso tem uma mãe insuportável que adora o seu menino de ouro e que não admite perdê-lo para a querida, que não é flor que se cheire, acha. Mas o querido e a coquete seguem sorridentes, porque as tias escrevem sobre o amor.)
Tias que pintam o cabelo, e fazem as unhas que não se sujam na cozinha, e nunca estão mais doentes que engripadas, e nunca têm um pêlo no corpo ou dentes menos radiantes, nem nunca espirram nem arrotam mais que baboseiras fúteis de quem acha que sabe tudo na vida e tudo da vida.
Pois bem, ninguém sabe tudo na vida: nem eu, nem vocês, nem ninguém. Por isso vou deixar de ler as vossas citações de mulher moderna que nunca viu mais que a modernidade de quatro paredes de betão e que para lá da moradia na Arrábida, a herdade no Alentejo foi o mais rural a que chegou - "ai aquelas planícies douradas, um charme... tá a ver?"

Tou a ver tou. Para vocês férias é Palace Hotel, para os outros é parque de campismo. Para vocês comida é gourmet, para os outros é bitoque. Para vocês sair no Verão é ir a uma festa na casa da Bibá, com as crianças loirinhas numa sala colorida e os adultos a degustar vinhos no salão, para os outros é grelhada mista em casa dos amigos, com toda a gente a comer na mesma mesa. Para vocês é cocktail, para os outros é sangria. Está bem, tô a ver.
Beijinhos querida, mas não me venha cá falar d'Amor como se o Amor tivesse nascido no solar dos seus paizinhos, ou na quinta dos seus tios, tá a ver?
Vou deixar de ler as vossas tretas feministas, nem que seja só por hoje.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Feliz Natal

Muse - Hate This And I'll Love You

Oh I am growing tired

Of allowing you to steal

Everything I have

You're making me feel


Like I was born to service you


Este Natal eu quero... humm... nada.


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Apesar de tudo, não foi um mau Natal, por ti, tio.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

L


You fucking broke it alright, no way to fix it.
You fucked up again and I am just lost.

Não sei como lidar com...

Eu tentei arranhar-te da minha pele; tentei evaporar o teu cheiro, tirá-lo da minha roupa, do meu nariz, riscar essa memória do meu olfacto, destilá-lo nos meus poros; tentei queimar a tua camisola com os meus olhos e guardar tudo numa caixa, tirar do meu espaço os teus objectos, pensei nisso várias vezes, mas achei que era pior criar um poço cheio de ti... seria como um remoinho do qual não conseguiria fugir, e essa melancolia atraír-me-ia ainda mais.
Tentei não olhar para ti.
Mas a verdade é que te procuro sempre, incessantemente, em todo o lado. E mais verdade ainda é que agora me é difícil lembrar-me dos pormenores do teu rosto. Estás tão desfocado meu querido, parece que não te vejo há anos. Eu evitei-te porque não conseguia lidar contigo, mas por onde quer que ande pareço tropeçar sempre em ti, e toda a gente acorre a explicar-me o que se passa.
Não, na verdade não, mas as pessoas que o fizeram bastaram para mexer tanto comigo... Demasiado.
Por agora consegui o que queria, deste-me alguma coisa - as minha mais ou menos respostas consolam-me aquilo que me remoía, o não saber. Agora está tudo, reside tudo, repousa inquietamente tudo, no verbo aceitar.
Aceitar-te, fora de mim, fora da minha vida.
No matter how much I miss you, no matter how much it hurts, não interessa se para ti é mais fácil.
Está tudo bem... eu só não sei o que faço.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

i think

I NEED YOU.

merda de gente e gente de merda.

Não há paciência para ter cabeça para pessoas que não têm cérebro.

Acho que vou mudar de escola, para sempre.

OMG

“ Aprendi muito contigo, com certeza mais do que possas imaginar. Aprendi com os erros, porque é quando se perde que a lição é mais importante. Devia ter ficado quieta mais vezes, devia ter respeitado o teu silêncio e o teu espaço, deixar-te em paz em vez de te pedir o mundo, porque iria sempre amar-te, estivesses ou não ao meu lado, porque fazes parte de mim, mesmo sem saber se és a primeira ou a última peça do meu dominó, mesmo sem saber se o vais pôr de pé ou deitá-lo abaixo. O amor tem o seu próprio mistério, tentar desvendá-lo é um erro, tentar apressá-lo um crime. Se um dia destes te apetecer voltar para os meus braços e construir um sonho comigo, podes bater à porta porque estarei por aqui, mergulhada numa paz tranquila e nova que me ensinaste sem saber. O amor é mesmo assim; damos aos outros o nosso melhor sem sequer saber. E tudo o que damos nunca se perde, nada se perde, apenas se transforma e se guarda numa caixa que só o futuro conhece e desvenda. “

Café gelado

I look into a cup of coffee and you know what's the first thing I think?
I loved you so much, just so much...

I would let you drink the whole bottle. Because I loved you, and you meant Life to me.

That's why.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

à espera que passe...!

Eu tenho saudades tuas.
How about that, you little fool?

Tenho saudades tuas e a culpa é tua, não me deixas falar com ninguém, outra vez. mshgfoishfshdfgoihsdfnçlvkjnçdfmvçskjdfvn,mn
AARF.

Olha, repara... é dia 20. E já nao significa nada...
Lembro-me exactamente da meia noite há um ano atrás. E da véspera de natal... Well, enfim D.

domingo, 19 de dezembro de 2010

tung

I keep writing you back all the time and all of it just because I broke my silence for once, just because I couldn't handle it for a second more, people wouldn't let me handle it my way.
People keep throwing me to the ground so gently I have no time to put my hands in protection before I smack my face on the dirt. And it's all about love...

You have no right to dream about me. You have no right to make me feel I'm yours, not ever, never again. Shit, in truth you hate me.

o teu nome

Porque é que este ano está a passar tão devagar?
às vezes quem me dera que tu lesses isto porque isto é tudo o que não tenho oportunidade de te dizer, mas queria...
Tu fazes asneiras. Tu não podes falar para mim assim. Tu não podes deixar as coisas por dizer, porque senão eu não tenho mesmo mais nada para falar contigo sem ser do tempo.
Cresce, vá lá, cresce. Assume. Assume-te.
Eu já não tenho paciência, nem capacidade, para correr atrás de ti como se a minha vida dependesse isso, e humilhar-me ainda mais em frente a quem quer que seja.
Não me fales como se a culpa fosse minha, porque a esta hora sei que foste verdadeiramente idiota, e que se calhar quem teve sorte por estar comigo foste tu. Tiveste sorte por estares com alguém que por mais defeitos que tivesse (e sei que eram muitos), não te abandonaria, por nada.
Talvez fosse essa a parte que ficou por esclarecer...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

She deserves it right.

Eu não sou nenhum borracho. Basta olhar por mim abaixo e sei ver o meu corpo como aparece no espelho: sou uma tábua rasa, não tenho um corpo feminino nem curvas para mostrar, e o mais que se aproxima disso é uma espécie de linha bem tratada da parte de quem me fez, que exige desporto e não quer cá desleixos.
Não tenho um tom de pele daqueles "oh meu Deus" de fazer inveja: tenho uma cor branca, que de cada vez que estou triste se reflecte na minha cara e logo alguém me interroga "o que é que tu tens, está muito branquinha, estás com má cara...". Não tenho que falar da minha cara, porque enfim o meu sorriso foi premiado com a medalha de prata do dentista, os meus olhos são escuros, castanhos portugueses, afastados e tem umas covas esquisitas em que pouca gente repara mas todos estranham, as minhas sobrancelhas são tímidas e indecisas e teimam em não querer uma forma traçada, tal como caminhos, e para mais não gosto do meu nariz, o pobre coitado que nunca me fez mal nenhum. O meu cabelo é bonito mas é baço e espigado porque não tenho o carinho certo com ele, não dispenso tempo e dinheiro a saber tratá-lo.

Mas isto quer dizer o quê? A minha auto estima não é uma merda, vivo bem com o corpo que tenho e não tenho grandes complexos, isto sou eu e sempre o aceitei mais ou menos bem, e rio-me bastante disso, o que até acho positivo. Sou uma rapariga normal. Nem abençoada, nem tremendamente irremediável.


Mas qualquer rapariga gosta que o rapaz olhe para ela com aquele brilhozinho nos olhos, que ela só sabe reconhecer quando é isso que procura. E não digo "um rapaz" porque com um rapaz nós assustamo-nos - e acho que é isso que eles não sabem: nós só gostamos do olhar do rapaz, só gostamos de olhar para o rapaz, e só queremos que toda a gente morra de inveja de nós pelo rapaz - e não por trinta, como algumas almas infelizes tentam fazer transparecer.

Qualquer rapariga quer ser apanhada desprevenida a estudar pelo rapaz que chega cedo de algum lado e abraça pelas costas, como se ela fosse o seu mundo - e que seja, um cliché: a sensação de protecção. Qualquer rapariga é feliz por se sentir aninhada no peito do rapaz.
Falo por mim que só fui feliz quando me fizeste sentir segura ao pé de ti.

Qualquer rapariga quer que um rapaz lhe passe a mão pelas costas, lhe mexa com carinho no cabelo comprido, ou curto, e qualquer rapariga quer que o rapaz lhe pegue na cara com as duas mãos e a aproxime da dele, para sentir que é para ela, e só para ela, que ele quer falar com aquele sorriso.

Qualquer rapariga quer estar sentada com os amigos e ver o rapaz aproximar-se, pedir para darem um jeito para se sentar ao pé dela, e pousar a mão na sua perna, o que se traduz por "quero estar ao pé de ti", em linguagem de quem lá está.

Qualquer rapariga quer que o rapaz desista de discutir e a abrace de olhos fechados.

Qualquer rapariga quer que esse abraço seja afastado da multidão a passos seguros, e que só eles saibam o que se está a passar no meio da respiração e das lágrimas.


Qualquer rapariga quer ser tratada como uma princesa. E qualquer rapariga quer que o seu príncipe a deixe ser a noiva da festa, e qualquer rapariga quer que ele a pegue pela mão e a leve lado a lado. E acima de tudo, qualquer rapariga quer que o príncipe para quem olha a deixe amá-lo, de coração completo e completamente aberto - sem ter de sair ferida por isso.


Qualquer rapariga quer, e a verdade é que qualquer rapariga merece.

E o que vocês não sabem é que é tão fácil levá-las ao seu estado mais puro, de inocência, de não querer o mal de ninguém e despir todas as incertezas e inseguranças que têm sobre as pessoas. Vocês não sabem o quão fácil é fazer uma rapariga despojar-se da sua armadura, e não sabem como é preciso ser-se digno para o fazer, e como fazê-lo com vontade, paciência e carinho é importante.

Tal como é humano uma rapariga transformar um rapaz que quer gingar numa pessoa que está completamente embrenhada no perfume de outra.

Tal como é crucial respeitarmos os corações uns dos outros, sempre.

Mas vocês não sabem o que é ter alguém que se importa mais com o vosso bem estar do que com uma saída à noite. Alguém que prefere abraçar o vosso corpo cansado a uma ida à praia.

O que vocês não sabem, é que quando encontrarem essa, a vossa rapariga, a tal, ela vos vai ensinar tudo isto num piscar de olhos, e quando derem por ela já têm os vossos dedos tão entrelaçados nos dela como se de magnetismo se tratasse entre vocês os dois (que serão vocês o um). E por isso é que um dia ela vos dirá que dão sentido ao mundo dela: porque
tu és o meu Norte.
E façam a cara de paspalhos que se julgam demasiado incompenetráveis para fazer, mas que ela distingue a milhas.


Apaixonem-se pessoas. Muitas vezes, porque na verdade, foi para isso que nascemos seres humanos - para nos apaixonarmos por nós e pelos outros e por tudo.

não sei

Sinceramente não sei o que pensar.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

catchinga

Se soubesses o que é bom, a esta hora estavas aqui comigo, lado a lado.
Mas meu amor, perde. Que enquanto perdes ganhas e vais ganhando para um dia me veres subir num ápice.

Desejo-te todo o bem do Mundo. Mas também me desejo todo o bem do Mundo, porque já não me és nada...

E não, não estou a cantar de galo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sometimes I am SO OVER YOU!

"Falei, tentei, expliquei. Prometeste e eu esperei. Foi mentira mas acreditei. Custou mas acordei. O amor é uma merda agora sei."


Era poder espetar-te isto na tromba não - na cara, que eu ainda te respeito.

--


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Somos filhos da madrugada

Não sei se é de ter passado tantas horas acordada que pareço ter perdido a noção do tempo,
Mas às vezes as pessoas de quem mais gostamos ajudam-nos a acordar.
E por vezes outras apenas revelam que também precisam da nossa contribuição para as ouvirmos, compreendermos - não sei porquê, talvez por solidariedade, por mútuo amparo.

Eu não vou, não quero outra vez morrer a dormir, morrer durante o sono.
Não. Não aos pronomes quando não estritamente necessários.
Não me quero deixar morrer a dormir outra vez. Vais ver que acordas, miúda.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Eu tenho tantas, mas tantas, saudades tuas que só me apetece chorar.
Não sei o que é que fiz de mal e isto não pára de voltar, todos os dias. Eu cumpro as minhas promessas e quando te disse que o meu coração ia ser teu para sempre eu sentia-o, bastava que o alimentasses.

Agora tenho que esperar que morra. Só me apetece dizer asneiras. E ir a correr para ti e dizer-te que te amo e abrir os olhos e nada disto ter acontecido. Eu detesto-te. E tu não falas.
E eu sei que nunca mais me vais abraçar.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Tu já não gostas de mim há tanto tempo...

Ei meu amor, quem me dera que tu lesses isto, porque eu PRECISO de falar contigo mas tu simplesmente não me ouves!
Eu preciso de te mandar à merda com todas as letra e ouvir-te perguntar desesperadamente porquê ou algo do género, preciso de te incomodar, preciso de ver arrependimento nos teus olhos, preciso dessa merda toda, preciso de ficar por cima e espezinhar com força tudo o que mostres!

Pelo amor de Deus, não percebes que por uma vez na vida tenho que ser eu a mandar-te à merda como se já não significasses nada na minha vida e como se nunca tivesses sido a parte principal dela todos os dias?!

Parabéns por seres um sucesso, parabéns por me achares uma merda, parabéns pela tua felicidade, parabéns por seres UM SUCESSO. Parabéns por te teres visto livre de mim.


Só que eu... Gostava tanto de poder dizer-te: Vai-te foder, com todas as letras. E acrescentar o eu estou certa que tu ainda não conseguiste perceber. Apetece-me chamar-te todos os nomes do Mundo porque tenho inveja de ti. Tu prometeste tudo e não deixaste nada e de cada vez que prometes o que quer que seja eu tento e continuo a acreditar que é desta vez que me vais explicar tudo. MAS NÃO EXPLICAS. Deus sabe que eu não escrevo em maiúsculas se não sentir mesmo TUDO em maiúsculas.

Eu sinto a tua falta, mas neste momento sinto mais falta do poder que eu tinha sobre ti.
Porque foi o que tu fizeste: tiraste-te de mim, das minhas mãos, e agora mandas-me à merda com intenção, provocas-me com todo o teu desprezo e isto tudo para dizeres que és senhor e dono da tua vida, mas esqueces-te que com a tua levaste a minha, e agora eu sou mera espectadora das duas.


Como te queria tanto dizer ontem e no meio da febre e das alucinações gravei: Obrigado por me escreveres OTÁRIA na testa com tinta permanente.


Deixa-me ter o direito de odiar-te, deixa-me ter razão! E pára com isto, pára, abdica do teu poder porque TU SABES, bem no fundo tens de saber, foda-se, que eu tenho razão.

Só tenho inveja de ti, e queria que tu fosses para mim o que eu sou para ti: nada.


Por isso não me venhas com merdas de que eu não sei se sofres. Sei porque quem cala consente e saber isso basta.

És uma merda por me teres abandonado nesta altura. Não vales nada e um dia vais ter aquilo que mereces por este desfecho.
Um dia ainda vais querer levar para casa um cão de rua e ele ataca-te. Só aí vais perceber o mal que me fizeste.


Este Mundo está infelizmente cheio de putas. E eu acabo sempre no fundo da cadeia.

O que tu merecias era que eu publicasse estas merdas no mesmo sítio que tu...

domingo, 5 de dezembro de 2010

You always knew the best

Penso que descobri o problema.
Passei muito tempo a chorar por alguém, a destilar o meu coração até não poder mais, até não haver mais nada, não mais misturas.
E quando cheguei a ti, sabes que durante muito tempo não chorava - pura e simplemente e mesmo que o quisesse e preferisse, não acontecia - não chorava ao pé de ti.
Entretanto vi-te sofrer por minha causa e fui dizendo a mim própria que não havia mal nenhum em chorar por ti. Mais tarde isso levou a que to admitisse, e por conseguinte acabei a chorar à tua frente.
E é aí que ja não há volta a dar. Quando uma pessoa entra assim no teu coração, a ponto de lhe dizeres que não há mal em chorares por ela, já não há nada a fazer. Já não há volta a dar. Eu dei ao meu coração essa permissão, esse livre passe para ti, e ainda que não tenha chorado tantas vezes quanto isso à tua frente, muitas vezes chorei por te ter dentro das minhas veias.
E isso é algo que não se desliga nem se apaga: bastou a primeira lágrima, bastaria uma só desde que fosse essa, para agora ser impossível parar o que plantaste dentro de mim.
Talvez não te apercebas (se calhar isto agora até é mais para mim do que para ti), mas tu também choraste à minha frente, tu também me disseste que era o teu mundo, tu também acreditaste - nem que tenha sido só naqueles instantes mas acredistaste - que eu era para sempre, e tu também quiseste que eu fosse tua até ao fim. Tu também quiseste coisas tão simples como ir à praia comigo ou passarmos juntos um carnaval em Veneza, e tu é que me falaste dos ciclistas. Talvez não te apercebas que embora eu fosse uma merda, estive sempre a teu lado quando tiveste medo, quis sempre dar-te a mão, e quando não querias que te visse dava-ta de olhos fechados. Talvez não te apercebas, mas tu perdeste tanto como eu. Talvez um de nós não veja bem as coisas, mas eu tenho boa memória, e se bem que isso é um castigo, o que vejo daqui a olhar para trás é que eu te perdi, mas tu perdeste-nos.


Sempre soubeste melhor que eu, sempre me deixaste na dúvida, sempre me conseguiste fazer parar para pensar quem tinha razão, e agora não é diferente. Talvez tenha que te perder de vez e por completo para perceber que não posso confiar a sério, pelo menos não em alguém como tu, que se fartou de ouvir - e é legítimo, fazes bem.


É só que as pessoas deviam perceber como um promessa por cumprir pode doer mais que um murro no estômago...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Gosto da forma como toda a gente entra em pânico cada vez que eu dou um espirro.

Temos tendência para ceder ao coração, em caso de dúvida. Temos o instinto de arriscar, e quando não o seguimos temos uma queda para o arrependimento "Devia ter cedido, devia ter-me ajoelhado, devia ter dito tudo, devia ter tentado, devia ter dado mais, devia ter (...)"
E arrependemo-nos de tanta coisa, de não termos tido "coragem" para mostrarmos mais do que somos e do que queremos aos outros, em tantas e diferentes situações... Mas isto só acontece assim porque nunca sabemos o que teria acontecido, e portanto fica tudo a cargo da nossa imaginação, que é de si o terreno mais fértil que a humanidade alguma vez experimentou cultivar...

Mas há um ponto que não consigo esclarecer, e talvez nunca atinja um nível de sabedoria suficiente - e que nem almejo, porque com a sabedoria, que é poder, vêm as responsabilidades, e essas ninguém as quer no pêlo - para o saber, que é o porquê de nos sentirmos tão impelidos a dar uma chance ao amor, à amizade, à simpatia, àquilo que sabemos que nos vai magoar e que vai doer, do que nos vamos arrepender. Já nem digo quando temos esperança, quando acreditamos mesmo que algo é verdadeiro. Aí percebo que a felicidade realmente só possa advir do facto de darmos tudo o que temos, e nos sentirmos bem, ou até realizados, ao tentar construir a nossa felicidade construindo a felicidade de outra pessoa. Porque no fundo todos no sentimos, acho eu, bem por fazermos bem a quem gostamos - e é bom que assim seja, para que todos tenhamos a oportunidade de amarmos e sermos amados, de forma simples - embora depois doa quando alguém nos diz que o bem que lhe fazemos está mal feito, e/ou que a felicidade dela já não passa nem precisa de passar pela nossa... Estou simplesmente a referir-me às vezes em que temos dúvidas, em que sabemos que se no nosso estado normal víssemos alguém na nossa situação o aconselhávamos, por tudo aquilo que é logico e evidente e razoável e que se vai provar certo, a não ceder, a não ir por ali. Mas vamos. Vamos simplesmente porque queremos tanto ir, queremos tanto acreditar, queremos tanto que por uma vez a sorte esteja connosco e queremos tanto que por uma vez a magia aconteça na nossa vida, só porque sim, porque afinal também merecemos!, e então cedemos, acreditamos.

E acho que tentamos, porque esperamos toda a vida por aquela uma num milhão, que é verdadeiramente uma num milhão, e não um milhão em um milhão, como desejamos secretamente.


Mas por cada chance no milhão que damos, levamos 9mil 9centas e 9enta e 9 chapadas, e damos por nós a bater com a cabeça nas paredes e a achar que devemos ser alguém realmente muito estúpido para termos seguido por aquela ladeira abaixo com toda a confiança e olhos fechados a fazer figas, de patins e calções, com a brita a olhar para nós e a dizer "vai espetar-te ali ao fundoooo!" esperando não nos arranharmos... E na verdade, se calhar nunca chegamos a perceber porque é que demos aquela chance de ser felizes a nós mesmos. E se calhar nem é suposto.

Mas uma vez eu tive essa oportunidade de saber, e descobri que às vezes, - por doloroso que seja, por impossível que pareça e se sinta -, às vezes, foi melhor assim. Foi melhor a nega, foi melhor o trambolhão, foi melhor aquela dor, porque no fim valeu a pena o que ganhámos ou conservámos.


E nem sei porque estou a falar de tudo isto. Gostava de afirmar que acho algo lindo, a pureza e a inocência, as pessoas cruas e nuas e brancas por dentro. Acho lindo o sentimento de acreditar, de querer, de amar, de ser feliz. E que lamento ter voltado a pertencer àquele grupo de pessoas que já prevêm a estalada a milhas, milhas antes de ela sequer se desenhar, e que cepticamente encolhem os ombros ao que vêem, e deixam os outros ir sonhando. Estou à espera daquelas coisas boas que nos enchem e nos fazem pensar que basta lutar para que tudo fique assim, bem, para sempre, e que iremos conseguir continuar a ser felizes ("ter um A é fácil, muito mais difícil é manter um A"). Estou à espera de acreditar nelas sabendo de antemão que são uma doce ilusão até à próxima desilusão, porque é assim que está estabelecido - mas talvez fosse bom acreditarmos que ilusão é o que passamos de mal, e que desilusão é aquilo que conseguimos passar de bom, que nos devia mostrar que é possível.

Não sei...

(...)

Gosto da forma como toda a gente entra em pânico cada vez que eu dou um espirro. Não sabem nem vêem, nem metade. Não sabem como eu brinco, nem sabem metade do que está por trás... Enfim, as minhas pessoas têm boas intenções e preocupam-se, eu é que nem sempre sei agradecer isso da melhor forma.


Sinceramente estou cansada de ter que conviver com pessoas que me entopem as artérias de nervos e ao mesmo tempo mas inundam de desprezo, e que tornam o ar que respiro sufocante de tão enjoativo. E o que me apetece dizer é isto:


Eu sei que foste tu. Eu sei o que tu fizeste. Eu sei que foste tu e tu não sabes disso, não sabes que eu sei tudo. Mas emboras tu não saibas, não tenhas dado conta que eu sei, e conheço a puta que tu és, queres ser ou sabes ser, eu sei-o. E faças o que fizeres, no fim, vais desejar que eu não soubesse tudo desde o início, que eu não tivesse estado sempre um passo à frente de ti. E se pensas que isto é para ti, então bebé não te questiones, é porque é mesmo.

"Fofa" (como tu me costumavas chamar): eu estava-me a cagar para a tua vida. Eu estava-me a cagar para a tua felicidade, para a tua infelicidade. Devias ter percebido que eu tinha mais com que me importar do que com a tua existência. (E quando falo para ti, vens no saco tu e a tua mais que tudo.)
Devias ter percebido, que o facto de tentares estragar a merda de vida que eu tenho - porque não, se te servir de consolo eu não sou feliz, nem estou à espera de voltar a ser nos próximos tempos - não iria servir em nada para melhorar a "vida" que tu tanto afirmas ter.
Só para te dizer que agora, como sempre, é meu objectivo pessoal cumprir com o que digo: estás fodida. E agora que começaste, estás mesmo, porque se eu me estava a cagar para o que quer que se passasse com vocês, já não estou. E com isto podes entender que tenciono fazer-te a vida negra, e como deves calcular eu conheço-te o suficiente para saber as melhores maneiras de o fazer. Nem vos digo "preparem-se", porque no fundo no fundo, vocês sabem tão bem como eu que depois da merda que fizeram já não vão a tempo, e já não podem voltar atrás.
Sempre cumpri com a minha palavra - e OH MEU DEUS só de pensar os sacrifícios que eu cheguei a fazer até para a cumprir com vocês. Mas uma pessoa não adivinha porque quem se está a foder, pensa que as pessoas lhe protegem o couro, lhe dão a mão quando precisa, porque afinal nós demos a mão e o braço. E era tudo fogo de vista não era? Um dedo mindinho... E enganaram-me bem.

Sabem que mais? (E é que sabem mesmo),

Putas. Putas, é o que vocês são, e sabem que sim. E fico por aqui.


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Não tenho mais ódio para distribuir por hoje, que o amor come-me o coração todo e apaga o resto. Estou farta deste sítio e destas pessoas e já só quero que elas morram todas e puta que pariu que mais um bocado nem os meus melhores amigos acreditavam em mim quando eu cortei com tudo e disse que não queria ter mais nada a ver com aquelas vacas e com as atitudes delas!

Mas enfim.., não se pode ter tudo e querer deixar tudo para trás sem saber que mais, e esperar por melhor... No entanto também nem sempre é fácil ter razão e ver as pessoas de quem gostamos virarem-nos as costas e desaparecerem.

As minhas relações tombam como dominós, e no fim tenho razão. Tenho sempre razão, mais cedo ou mais tarde, e dói tanto ter razão depois de tudo.


E tu, tu não facilitas L.

Obrigado por tudo

I've been looking so long at these pictures of you
And I almost believe that they're real

I've been living so long with my pictures of you

And I almost believe that the pictures are

All I can feel


Remembering

You standing quiet in the rain

As I ran to your heart to be near

And we kissed as the sky fell in

Holding you close

How I always held close in your fear

Remembering

You running soft through the night

You were bigger and brighter and whiter than snow

And screamed at the make-believe

Screamed at the sky

And you finally found all your courage

To let it all go


Remembering

You fallen into my arms

Crying for the death of your heart

You were stone white

So delicate

Lost in the cold

You were always so lost in the dark

Remembering

You how you used to be

Slow drowned

You were angels

So much more than everything

Hold for the last time then slip away quietly

Open my eyes

But i never see anything


If only I'd thought of the right words

I could have held on to your heart

If only I'd thought of the right words

I wouldn't be breaking apart

All my pictures of you


Looking so long at these pictures of you

But i never hold on to your heart

Looking so long for the words to be true

But always just breaking apart

My pictures of you


There was nothing in the world

That I ever wanted more

Than to feel you deep in my heart

There was nothing in the world

That I ever wanted more

Than to never feel the breaking apart

All my pictures of you




F*... que música perfeita. Há coisas que parece irrealmente estúpido conhecermos tão tarde.


Mais do que tudo, mais que o amor e o namoro, custa-me porque tu eras a única pessoa que me conhecia mesmo. Por muitas pessoas que me conheçam muito bem e que gostem de mim de coração, ninguém me conhece como tu, nunca conheceu. Custa-me porque eras o único que sabia de que é que eu estava a falar... Sabias sempre, simplesmente. Custa-me porque eras o único em frente a quem eu podia tirar a máscara. Por isso tudo é que me custa.

Resolveste tirar-me das mãos o que me tinhas dado, o que era nosso. E para o fazeres achaste melhor levares-te contigo, o D que me dava a mão e me ouvia e me dizia o que fazer. Pela primeira vez tive alguém comigo que me sabia dizer o que fazer.
E de repente olha, vazio. De repente, sou eu que tenho de saber novamente o que decidir, sou eu que novamente não me consigo virar para mais ninguém, porque afinal, de que é que adianta confiar nas pessoas, se aquela em quem mais confiaste te vira as costas?

O mais estúpido, é que tenho mais de 50 pessoas em quem confio plenamente, mas tu foste a única pessoa que me transmitiu a segurança necessária para perder o medo de falar, foste o único de quem, nem que fosse por um segundo cristalizado, não temi a reacção.


Agora, bem me fodeste. Tens-me na mão e sou o teu peão, quando te apetecer importares-te comigo, força, és solidário. Quando não estiveres para te chatear, fazes isso, deixas-me suplicar.

Obrigado, sinceramente. Faltava-me contar-te tanta coisa...

Por agora, simplesmente, vou tentando mostrar a mim própria os motivos que tenho para contornar tudo. Tu só mudaste de lado, eras o que me ajudava a superar, agora és o que tenho para provar a mim própria que consigo superar tudo - até a ti.

Não és uma merda, mas às vezes tens atitudes de merda, desculpa - mesmo que estejas a tentar ser meu amigo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Love is what, Love?


LOVE is fucked up because
LOVERS fuck up.


You fucked up my head by making me think you were The Cure to my Lover Heart!

And baby, how can I say this, if I even don't know how it is that I think so,

I still fucking Love You, so much, and I know that I'll totally keep on feeling it.


It's unfair, truly degraing, but

I love you boy.


E eu não sou fraca por isso meu bem. Antes pelo contrário, isso prova que sou forte. Fácil é para quem já não ama. Fodido fodido é ter estofo para ainda gostar de ti sem saber como,
fodido é continuar aqui e continuar a amar aquilo que já não nos pertence, aquilo que já não está connosco mas insiste em não sair de nós.
Por isso tenta fazer-me um favor: Sai,

e bate com a puta da porta atrás de ti.

Porque amar-te depois de nós, dói demais.