Temos tendência para ceder ao coração, em caso de dúvida. Temos o instinto de arriscar, e quando não o seguimos temos uma queda para o arrependimento "Devia ter cedido, devia ter-me ajoelhado, devia ter dito tudo, devia ter tentado, devia ter dado mais, devia ter (...)"
E arrependemo-nos de tanta coisa, de não termos tido "coragem" para mostrarmos mais do que somos e do que queremos aos outros, em tantas e diferentes situações... Mas isto só acontece assim porque nunca sabemos o que teria acontecido, e portanto fica tudo a cargo da nossa imaginação, que é de si o terreno mais fértil que a humanidade alguma vez experimentou cultivar...
Mas há um ponto que não consigo esclarecer, e talvez nunca atinja um nível de sabedoria suficiente - e que nem almejo, porque com a sabedoria, que é poder, vêm as responsabilidades, e essas ninguém as quer no pêlo - para o saber, que é o porquê de nos sentirmos tão impelidos a dar uma chance ao amor, à amizade, à simpatia, àquilo que sabemos que nos vai magoar e que vai doer, do que nos vamos arrepender. Já nem digo quando temos esperança, quando acreditamos mesmo que algo é verdadeiro. Aí percebo que a felicidade realmente só possa advir do facto de darmos tudo o que temos, e nos sentirmos bem, ou até realizados, ao tentar construir a nossa felicidade construindo a felicidade de outra pessoa. Porque no fundo todos no sentimos, acho eu, bem por fazermos bem a quem gostamos - e é bom que assim seja, para que todos tenhamos a oportunidade de amarmos e sermos amados, de forma simples - embora depois doa quando alguém nos diz que o bem que lhe fazemos está mal feito, e/ou que a felicidade dela já não passa nem precisa de passar pela nossa... Estou simplesmente a referir-me às vezes em que temos dúvidas, em que sabemos que se no nosso estado normal víssemos alguém na nossa situação o aconselhávamos, por tudo aquilo que é logico e evidente e razoável e que se vai provar certo, a não ceder, a não ir por ali. Mas vamos. Vamos simplesmente porque queremos tanto ir, queremos tanto acreditar, queremos tanto que por uma vez a sorte esteja connosco e queremos tanto que por uma vez a magia aconteça na nossa vida, só porque sim, porque afinal também merecemos!, e então cedemos, acreditamos.
E acho que tentamos, porque esperamos toda a vida por aquela uma num milhão, que é verdadeiramente uma num milhão, e não um milhão em um milhão, como desejamos secretamente.
Mas por cada chance no milhão que damos, levamos 9mil 9centas e 9enta e 9 chapadas, e damos por nós a bater com a cabeça nas paredes e a achar que devemos ser alguém realmente muito estúpido para termos seguido por aquela ladeira abaixo com toda a confiança e olhos fechados a fazer figas, de patins e calções, com a brita a olhar para nós e a dizer "vai espetar-te ali ao fundoooo!" esperando não nos arranharmos... E na verdade, se calhar nunca chegamos a perceber porque é que demos aquela chance de ser felizes a nós mesmos. E se calhar nem é suposto.
Mas uma vez eu tive essa oportunidade de saber, e descobri que às vezes, - por doloroso que seja, por impossível que pareça e se sinta -, às vezes, foi melhor assim. Foi melhor a nega, foi melhor o trambolhão, foi melhor aquela dor, porque no fim valeu a pena o que ganhámos ou conservámos.
E nem sei porque estou a falar de tudo isto. Gostava de afirmar que acho algo lindo, a pureza e a inocência, as pessoas cruas e nuas e brancas por dentro. Acho lindo o sentimento de acreditar, de querer, de amar, de ser feliz. E que lamento ter voltado a pertencer àquele grupo de pessoas que já prevêm a estalada a milhas, milhas antes de ela sequer se desenhar, e que cepticamente encolhem os ombros ao que vêem, e deixam os outros ir sonhando. Estou à espera daquelas coisas boas que nos enchem e nos fazem pensar que basta lutar para que tudo fique assim, bem, para sempre, e que iremos conseguir continuar a ser felizes ("ter um A é fácil, muito mais difícil é manter um A"). Estou à espera de acreditar nelas sabendo de antemão que são uma doce ilusão até à próxima desilusão, porque é assim que está estabelecido - mas talvez fosse bom acreditarmos que ilusão é o que passamos de mal, e que desilusão é aquilo que conseguimos passar de bom, que nos devia mostrar que é possível.
Não sei...
(...)
Gosto da forma como toda a gente entra em pânico cada vez que eu dou um espirro. Não sabem nem vêem, nem metade. Não sabem como eu brinco, nem sabem metade do que está por trás... Enfim, as minhas pessoas têm boas intenções e preocupam-se, eu é que nem sempre sei agradecer isso da melhor forma. ♥
Sinceramente estou cansada de ter que conviver com pessoas que me entopem as artérias de nervos e ao mesmo tempo mas inundam de desprezo, e que tornam o ar que respiro sufocante de tão enjoativo. E o que me apetece dizer é isto:
Eu sei que foste tu. Eu sei o que tu fizeste. Eu sei que foste tu e tu não sabes disso, não sabes que eu sei tudo. Mas emboras tu não saibas, não tenhas dado conta que eu sei, e conheço a puta que tu és, queres ser ou sabes ser, eu sei-o. E faças o que fizeres, no fim, vais desejar que eu não soubesse tudo desde o início, que eu não tivesse estado sempre um passo à frente de ti. E se pensas que isto é para ti, então bebé não te questiones, é porque é mesmo.
"Fofa" (como tu me costumavas chamar): eu estava-me a cagar para a tua vida. Eu estava-me a cagar para a tua felicidade, para a tua infelicidade. Devias ter percebido que eu tinha mais com que me importar do que com a tua existência. (E quando falo para ti, vens no saco tu e a tua mais que tudo.)
Devias ter percebido, que o facto de tentares estragar a merda de vida que eu tenho - porque não, se te servir de consolo eu não sou feliz, nem estou à espera de voltar a ser nos próximos tempos - não iria servir em nada para melhorar a "vida" que tu tanto afirmas ter.
Só para te dizer que agora, como sempre, é meu objectivo pessoal cumprir com o que digo: estás fodida. E agora que começaste, estás mesmo, porque se eu me estava a cagar para o que quer que se passasse com vocês, já não estou. E com isto podes entender que tenciono fazer-te a vida negra, e como deves calcular eu conheço-te o suficiente para saber as melhores maneiras de o fazer. Nem vos digo "preparem-se", porque no fundo no fundo, vocês sabem tão bem como eu que depois da merda que fizeram já não vão a tempo, e já não podem voltar atrás.
Sempre cumpri com a minha palavra - e OH MEU DEUS só de pensar os sacrifícios que eu cheguei a fazer até para a cumprir com vocês. Mas uma pessoa não adivinha porque quem se está a foder, pensa que as pessoas lhe protegem o couro, lhe dão a mão quando precisa, porque afinal nós demos a mão e o braço. E era tudo fogo de vista não era? Um dedo mindinho... E enganaram-me bem.
Sabem que mais? (E é que sabem mesmo),
Putas. Putas, é o que vocês são, e sabem que sim. E fico por aqui.
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Não tenho mais ódio para distribuir por hoje, que o amor come-me o coração todo e apaga o resto. Estou farta deste sítio e destas pessoas e já só quero que elas morram todas e puta que pariu que mais um bocado nem os meus melhores amigos acreditavam em mim quando eu cortei com tudo e disse que não queria ter mais nada a ver com aquelas vacas e com as atitudes delas!
Mas enfim.., não se pode ter tudo e querer deixar tudo para trás sem saber que mais, e esperar por melhor... No entanto também nem sempre é fácil ter razão e ver as pessoas de quem gostamos virarem-nos as costas e desaparecerem.
As minhas relações tombam como dominós, e no fim tenho razão. Tenho sempre razão, mais cedo ou mais tarde, e dói tanto ter razão depois de tudo.
E tu, tu não facilitas L.
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