Não tenho cura para o vazio e quem ma dera. Não tenho cura para nada e tenho um vírus no coração que me ataca o cérebro como uma térmita em roupa velha - só que a minha roupa não era para ser velha! Por isso nem quero imaginar. O que vai ser da minha rotina se nem a minha juventude me sabe a mar.
Quis construir uma ponte na esperança de que me contaminasse com areia da próxima praia, uma praia que partilhasse corrente o suficiente comigo para sentir o efeito que água mole tem em pedra dura na costa, nas minhas costas. Acontece que não passam carros, parece que agora o karma prefere andar de avião e não há maneira de os pneus que passam o rio arrastarem o que quer que seja de bom para o meu alcatrão, porque não passam carros, nem tão pouco peões - os poucos que aparecem parecem vir descalços, numa tentativa de confortar a minha pele e aquecer-me a voz como uma chávena de chá quente me aqueceria as mãos. Sopro e sopro e por mais que tente que saia o vapor não chega para me aquecer o nariz, e continuo a respirar um ar gelado, que cada vez que vejo um rasgo de cumplicidade se torna mais e mais cortante, porque é como chegar perto do comboio e ele arrancar sem mim, every time...
Sinto que estou sempre a tentar agradar as pessoas erradas, e a magoar as pessoas certas, numa espiral cheia de espinhos, sigo a certeza e ela segue-me a mim, de que um dia toda a gente na minha vida terá saído dela pelo próprio pé.
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| I must have had mine broken before I was six... |

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