Cause I do...
Não é que queira mas o meu coração esmorece. E não é que queira chatear os outros, porque todos estão mais que cheios de problemas e ninguém tem de levar com os meus, nem comigo, mas às vezes apetece-me chorar.
E se há uma razão pela qual não falo é porque tenho medo das pessoas, todas tão saudáveis. Todas tão "oh por amor de Deus miúda, tu és perfeita, impecável, tens montes de pessoas que gostam de ti, não tens porquê estar triste!". Todas a não perceberem nada. A não perceberem que sei isso tudo, que sei que há muitas pessoas que estão pior que eu, que há muitas pessoas perto de mim a passar as passas do Algarve, que dizerem-me que vai tudo mudar não ajuda. É que nada nunca muda.
E okay, às vezes muda muito e bem, mas metade das vezes eu fico atada lá atrás e não consigo erguer a cabeça, morro de medo que me deixem, porque muitas vezes deixam.
E cada vez que penso numa nova semana apetece-me desistir. Cada vez que me lembro que tenho que enfrentar tudo outra vez, as pessoas no trabalho e no cansaço que já tenho para aguentar, o estar farta de tudo e de ter tão pouco no meio de todos... Cada vez que me lembro disso, sinto que nada vale a pena, que não fiz mal a ninguém para ter de me sentir assim.
Não fiz mal nenhum para ter perdido o medo de morrer, outra vez.
"Então, 'tá tudo? Precisas de alguma coisa?"
domingo, 30 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Obrigadinha uma merda, obrigadinha por merda nenhuma...
É que nós mentimos muito. Mesmo sem querer.
Ou sou só eu? Que olho para os olhos das pessoas e vejo que falta ali qualquer coisa? Que deixo promessas partidas espetarem-se no meu coração?
Eh pá se calhar sou só eu que acho isto e vejo mal em todo o lado. E é que eu nem vejo mal nenhum, eu também minto, minto muito, são coisas de circunstância, de boa educação, de não querer parecer mal, ou então de não querer incomodar, ou expor, ou por aí fora... Mas o que é facto nós mentimos muitas vezes, com quantos dentes quantos temos na boca, mesmo sem sabermos, mesmo só um bocadinho que se torna um bocadão, mesmo só um bocadão que se torna um bocadinho.
Mas se bem que isto é verdade, também é verdade que me custa mais que algumas mentiras me custem mais que outras... Porque algumas sinceramente, não me interessam, chegam a ter piada de tão ridículas. Mas outras são tão verdadeiras que fico como estou, está qualquer coisa nos meus ossos que não me deixa mexer bem...
Boas noites. Boas noites de sexta feira à noite...
Ou sou só eu? Que olho para os olhos das pessoas e vejo que falta ali qualquer coisa? Que deixo promessas partidas espetarem-se no meu coração?
Eh pá se calhar sou só eu que acho isto e vejo mal em todo o lado. E é que eu nem vejo mal nenhum, eu também minto, minto muito, são coisas de circunstância, de boa educação, de não querer parecer mal, ou então de não querer incomodar, ou expor, ou por aí fora... Mas o que é facto nós mentimos muitas vezes, com quantos dentes quantos temos na boca, mesmo sem sabermos, mesmo só um bocadinho que se torna um bocadão, mesmo só um bocadão que se torna um bocadinho.
Mas se bem que isto é verdade, também é verdade que me custa mais que algumas mentiras me custem mais que outras... Porque algumas sinceramente, não me interessam, chegam a ter piada de tão ridículas. Mas outras são tão verdadeiras que fico como estou, está qualquer coisa nos meus ossos que não me deixa mexer bem...
Boas noites. Boas noites de sexta feira à noite...
qsf
I am telling you, I am starting not to give a fuck... Not the littlest at all.
And it feels kind of awesome.
And it feels kind of awesome.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
the f?
So tell me, is it okay that I love you? So, tell me, won't you break my heart again like you did before?
So tell me, why the fuck should I care about anybody, if apparently I always care about the wrong people?
Why should I stand up and keep my say when everyone goes right back to the same old shit like it's all okay?
Why should stand still and keep on moving my away, picking up with nobody, if the shit tards keep coming my direction and standing in my way?
I try not to make the world revolve around me, but they just push it like a wheel so it won't stop spining, bitches, leave me alone and I'll live my life at peace, it has nothing to do with you.
Thing is, you still think you are my biggest problem. No you're not. In fact you're not even my problem, you are only a problem for yourself and for those who want to be around you, and I want to be like AS FAR AS NEW ZEALAND!.
So just shut the fuck up, for once, and let me be, cause I REALLY don't care about your lifes, not even a little bit. I just want to be happy, at peace.
With people who actually care about each other.
So tell me, why the fuck should I care about anybody, if apparently I always care about the wrong people?
Why should I stand up and keep my say when everyone goes right back to the same old shit like it's all okay?
Why should stand still and keep on moving my away, picking up with nobody, if the shit tards keep coming my direction and standing in my way?
I try not to make the world revolve around me, but they just push it like a wheel so it won't stop spining, bitches, leave me alone and I'll live my life at peace, it has nothing to do with you.
Thing is, you still think you are my biggest problem. No you're not. In fact you're not even my problem, you are only a problem for yourself and for those who want to be around you, and I want to be like AS FAR AS NEW ZEALAND!.
So just shut the fuck up, for once, and let me be, cause I REALLY don't care about your lifes, not even a little bit. I just want to be happy, at peace.

With people who actually care about each other.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Oportunidades
Nós queremos sair, queremo-nos divertir, queremos gritar e correr, queremos deitar-nos de manhã e acordar ao fim da tarde, queremos bom tempo, mas…
Eles fecham-nos em casas, rodeados de cimento, quando queremos andar descalços põe-nos sapatos, quando queremos dormir mandam-nos estudar, quando queremos dançar temos trabalhos para entregar, quando queremos ir para a praia, chove, quando queremos viajar eles remetem-nos para a estabilidade e quando queremos ir a um concerto dizem-nos que fica muito caro.
Dinheiro, tem sempre tudo a ver com dinheiro. As responsabilidades, a cabeça no lugar, as pessoas a envelhecerem com o consolo do "até não nos podemos queixar, há tanta gente no Mundo a passar fome, a nós graças a Deus nunca nos faltou nada…" que na verdade é uma frustração, quando olhamos para quem manda e vemos que para eles… Se chover, viajam até um clima tropical, se houver um concerto o bilhete é-lhes oferecido, numa cabina privativa com direito a ar condicionado, se quiserem dançar, dão uma festa no jardim que é provavelmente maior que a casa dos nossos avós, se quiserem ganhar dinheiro, after all, pagam a alguém que trabalhe por eles e no fim assinam uns quantos papéis, bom investimento.
E nós temos que fechar os olhos porque as sociedades modernas evoluíram no sentido hipócrita da democracia, em que teoricamente o povo é que manda, mas que na prática só dá ao povo a hipótese de escolher para mandar um entre poucos que de alguma forma conseguem chegar ao topo da elegibilidade. Nós temos que fechar os olhos, porque na realidade, se não trabalharmos, se não nos esforçarmos desde cedo, não vamos a lado nenhum. Alto lá, nós não vamos a lado nenhum, porque alguns se dão ao luxo de não ter que fazer nada para ir a todo o lado. E é por isso que as pessoas se revoltam: quando todos têm que fazer sacrifícios, não há desânimo que não se ultrapasse, não há querer que não traga mudanças; mas quando quem pisa o tapete sem sequer limpar os sapatos de marca (mas cheios de lama) primeiro, ainda pede a quem é pisado para não ganhar rugas de preocupação, nem perder a cor de irritação, torna-se um bocado provável que as coisas não saiam da cepa torta…
Era este o futuro que sonhavam para os vossos filhos, senhores humanidade?
Era o trabalho e o esforço, mas e o retorno? Era liberdade, mas e a liberdade do seguinte? Era a igualdade, mas então porque é que são uns mais iguais que outros? Era a fraternidade, mas então porque é que uns são irmãos e os outros são adoptados?
Porque sim. Daqui a uns tempos…
Eles fecham-nos em casas, rodeados de cimento, quando queremos andar descalços põe-nos sapatos, quando queremos dormir mandam-nos estudar, quando queremos dançar temos trabalhos para entregar, quando queremos ir para a praia, chove, quando queremos viajar eles remetem-nos para a estabilidade e quando queremos ir a um concerto dizem-nos que fica muito caro.
Dinheiro, tem sempre tudo a ver com dinheiro. As responsabilidades, a cabeça no lugar, as pessoas a envelhecerem com o consolo do "até não nos podemos queixar, há tanta gente no Mundo a passar fome, a nós graças a Deus nunca nos faltou nada…" que na verdade é uma frustração, quando olhamos para quem manda e vemos que para eles… Se chover, viajam até um clima tropical, se houver um concerto o bilhete é-lhes oferecido, numa cabina privativa com direito a ar condicionado, se quiserem dançar, dão uma festa no jardim que é provavelmente maior que a casa dos nossos avós, se quiserem ganhar dinheiro, after all, pagam a alguém que trabalhe por eles e no fim assinam uns quantos papéis, bom investimento.
E nós temos que fechar os olhos porque as sociedades modernas evoluíram no sentido hipócrita da democracia, em que teoricamente o povo é que manda, mas que na prática só dá ao povo a hipótese de escolher para mandar um entre poucos que de alguma forma conseguem chegar ao topo da elegibilidade. Nós temos que fechar os olhos, porque na realidade, se não trabalharmos, se não nos esforçarmos desde cedo, não vamos a lado nenhum. Alto lá, nós não vamos a lado nenhum, porque alguns se dão ao luxo de não ter que fazer nada para ir a todo o lado. E é por isso que as pessoas se revoltam: quando todos têm que fazer sacrifícios, não há desânimo que não se ultrapasse, não há querer que não traga mudanças; mas quando quem pisa o tapete sem sequer limpar os sapatos de marca (mas cheios de lama) primeiro, ainda pede a quem é pisado para não ganhar rugas de preocupação, nem perder a cor de irritação, torna-se um bocado provável que as coisas não saiam da cepa torta…
Era este o futuro que sonhavam para os vossos filhos, senhores humanidade?
Era o trabalho e o esforço, mas e o retorno? Era liberdade, mas e a liberdade do seguinte? Era a igualdade, mas então porque é que são uns mais iguais que outros? Era a fraternidade, mas então porque é que uns são irmãos e os outros são adoptados?
Porque sim. Daqui a uns tempos…
sábado, 8 de janeiro de 2011
My word
Dieing to do so, but can't, can't control my mind and my heart at the same time...
!
I am so afraid of giving.
!
I am so afraid of giving.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
L again?
Acho que hoje ainda chego a amanhã com um amo-te dito...
Não sei se gosto disto, mas devia. Ou não?
Não sei se gosto disto, mas devia. Ou não?
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
the explanation of my thoughts
Arrepiei-me quando a deixaste tocar um bocado. Só um bocadinho chegou, para perceberes (ou talvez não, tão pouco posso saber)...
Um bocadinho chegou para eu ter medo. É tudo tão estranho...
Um bocadinho chegou para eu ter medo. É tudo tão estranho...
Hello, I've waited here for you
Everlong
Tonight I throw myself into
And out of the red out of her head she sang
Come down and waste away with me
Down with me
Slow, how you wanted it to be
Over my head, out of my head she sang
And I wonder when I sing along with you
If everything could ever feel this real forever
If anything could ever be this good again
The only thing I'll ever ask of you
You've gotta promise not to stop when I say when
She sang
Breathe out, so I can breathe you in
Hold you in
And now I know you've always been
Out of your head out of my head I sang
And I wonder when I sing along with you
If everything could ever feel this real forever
If anything could ever be this good again
The only thing I'll ever ask of you
You've gotta promise not to stop when I say when
She sang
And I wonder
If everything could ever feel this real forever
If anything could ever be this good again
The only thing I'll ever ask of you
You've gotta promise not to stop when I say when
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Prós e contras
Não posso gostar de ti outra vez, mas és tão simples que não consigo evitá-lo...
Cada vez que te ris descomplicas as minhas mágoas e fazes a minha dor parecer brincadeira de crianças.
Mas eu já sei que este jogo nunca pode continuar sem nos magoarmos, e tu já sabes que eu tenho uma óptima memória, e ambos sabemos que o problema decisivo, o problema que estragou tudo de vez (por incrível que pareça) era teu, e não meu.
Dói-me de uma dor aguda o coração de medo, de pensar que a magia se pode transformar tão depressa em escuridão, mas eu consegui-te contar os meus dois últimos meses tudo seguido, com uma só lágrima na cara (tens direito a uma lágrima, por isso chora-a bem), e tu só me conseguiste abraçar e dizer a tal palavra, aquela que só dizias quando me vias de coração nos olhos. Por isso conto comigo própria, porque pelo menos uma vez fiz por mim.
Não sei o que foi isto, mas tenho medo, e por isso não quero pensar em mais nada, não quero que saibas que gosto de ti, só quero que o sintas. E não sei se algum dia poderia possivelmente querer começar de novo o que quer que fosse, porque já percebi que mesmo aquilo que começa estupendamente bem, se pode virar contra nós e acabar tragicamente mal...
Mas eu tinha tantas saudades de te apertar contra o meu peito, não me despedi de nada, nunca.
Como é que eu havia de ter feito para esquecer isso tudo, sem ter a presença real da última imagem comigo?
Quis tanto ficar. Mas soube que o que aprendi não posso apagar, não adianta sentirmo-nos bem com alguém, se não nos conseguirmos sentir fortes sozinhos. E não há quem nos possa completar quando não estiver tudo seguro dentro de nós, e não conseguirmos dormir tranquilos.
Não sei o que é que é correr bem - NÃO SEI - mas espero que tudo corra bem. Sei bem o que passei e sei bem que me pode esperar à esquina, por isso não me esqueço de olhar o chão que piso, mas lá está, um dia na minha estúpida crença na humanidade acabei por dizê-lo
"And even though this might sound teenager-like and a terrible cliché, the thing I love the most about Diogo is that he makes me feel alive." - and God forbides, but I somehow still can't do that as often as I wanted to!
Oh, pain and love and being seventeen... someday we will all laugh at stuff like this!
Cada vez que te ris descomplicas as minhas mágoas e fazes a minha dor parecer brincadeira de crianças.
Mas eu já sei que este jogo nunca pode continuar sem nos magoarmos, e tu já sabes que eu tenho uma óptima memória, e ambos sabemos que o problema decisivo, o problema que estragou tudo de vez (por incrível que pareça) era teu, e não meu.
Dói-me de uma dor aguda o coração de medo, de pensar que a magia se pode transformar tão depressa em escuridão, mas eu consegui-te contar os meus dois últimos meses tudo seguido, com uma só lágrima na cara (tens direito a uma lágrima, por isso chora-a bem), e tu só me conseguiste abraçar e dizer a tal palavra, aquela que só dizias quando me vias de coração nos olhos. Por isso conto comigo própria, porque pelo menos uma vez fiz por mim.
Não sei o que foi isto, mas tenho medo, e por isso não quero pensar em mais nada, não quero que saibas que gosto de ti, só quero que o sintas. E não sei se algum dia poderia possivelmente querer começar de novo o que quer que fosse, porque já percebi que mesmo aquilo que começa estupendamente bem, se pode virar contra nós e acabar tragicamente mal...
Mas eu tinha tantas saudades de te apertar contra o meu peito, não me despedi de nada, nunca.
Como é que eu havia de ter feito para esquecer isso tudo, sem ter a presença real da última imagem comigo?
Quis tanto ficar. Mas soube que o que aprendi não posso apagar, não adianta sentirmo-nos bem com alguém, se não nos conseguirmos sentir fortes sozinhos. E não há quem nos possa completar quando não estiver tudo seguro dentro de nós, e não conseguirmos dormir tranquilos.
Não sei o que é que é correr bem - NÃO SEI - mas espero que tudo corra bem. Sei bem o que passei e sei bem que me pode esperar à esquina, por isso não me esqueço de olhar o chão que piso, mas lá está, um dia na minha estúpida crença na humanidade acabei por dizê-lo
"And even though this might sound teenager-like and a terrible cliché, the thing I love the most about Diogo is that he makes me feel alive." - and God forbides, but I somehow still can't do that as often as I wanted to!
Oh, pain and love and being seventeen... someday we will all laugh at stuff like this!
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Mas não pode ser.
Às vezes passa, mas é tão raro...
Às vezes dói tanto, como um fiozinho de dor a percorrer-me o coração, como uma navalha, com a lâmina fria encostada ao meu músculo pulsante, a dar uma sensação de vento inóspito dentro de uma casa em que aparentemente todas as janelas estão fechadas...
Sabes que é díficil, ter sempre a vida por um fio (de navalha), ter sempre o coração encostado à espada e contra a parede. Já não tenho muito ar para respirar, se continua assim o motor dá o berro, passa a vida contorcido e em esforço, a lutar por cada golfada de ar...
Às vezes dói como se tivesse sido hoje o último dia, como se nunca te tivesse visto virar as costas - e na verdade vi. Dói como se nunca me tivesses dado o último beijo - e na verdade não deste, deste-me um último beijo, que deveria ter sido um no meio de tantos, mas o álcool e o fumo desse pavilhão, a escuridão, a música alta e a pressa já não me deixam descernir, não me consigo lembrar bem, nunca consegui, porque quando percebi que esse tinha sido o último já era tarde demais para conseguir focar o que quer que fosse... E fui tão fria para ti, nessa última despedida. Enquanto escrevo isto garanto-te, o punhal gelado subiu-me até à garganta.
Gostava que soubesses que me arrepio quando passas perto de mim. Gostava que soubesses que não sei como segurar o meu corpo, não se tem direito, quando estás perto de mim - perco a minha coluna. Gostava que soubesses que se te mexeres na minha direcção há palavras que escalam desde o meu coração até à minha boca, e há palavras que passeiam, tremem, saltam, gritam, não sei que verbo usar, só as imagino inquietas, a baterem flutuantes umas contra as outras, por entre os meus poros que tentam respirar agitados. Gostava que soubesses que à tua volta ainda há todo aquele halo que me fez aproximar-me de ti na segunda noite e que na primeira me fez tremer contra a frustração de nos olharmos nos olhos e esperares por mim. Nunca tive medo de ti e dei por mim tantas vezes a invadir o teu espaço... Gostava que soubesses que ainda espero por essa segunda madrugada que me desfolharia o coração de pedra partida em areia, irrecuperável. Nunca tive medo de ti e sempre quis estar perto, bem perto, o mais perto possível, porque me fazias sentir segura pelo que era - segura por mim contigo. Gostava que soubesses que ainda és o meu (pólo) Norte, e que eu não deixei de ser Sul por ti. Gostava que soubesses o magnetismo que agita a sala onde estás ainda existe, como a força que torna o ar mais pesado e me desequilibra.
Gostava que soubesses que ainda me apetece chamar-te paixão, tantas vezes.
Mas não to posso dizer.
Por isso, espero que o saibas.
Porque às vezes dói, tanto, ser a idiota que continua apaixonada pelo menino que não consegue falar, pelo rapaz que só consegue ser feliz livre, pelo homem que espera tornar-se depois de aprender alguma coisa, por exemplo contigo.
Às vezes dói muito, o teu sorriso e não me poder inclinar na direcção dele, a tua voz e o teu riso e lembrar-me que eras assim só comigo, os bocados do que tínhamos espalhados em farrapos, pendurados nas mobílias, sentados na madeira do fundo da cama, com os pés a balançar, dói o teu à vontade à minha volta, dói que me deixes chegar perto de ti como se ainda fosses meu, só um bocadinho, e dói, tanto querer deixar-me ser tua.
Tenho caramelo na mão, acho eu. Se não tenho, estou a fazer um filme e ainda o sinto.
Às vezes dói tanto, como um fiozinho de dor a percorrer-me o coração, como uma navalha, com a lâmina fria encostada ao meu músculo pulsante, a dar uma sensação de vento inóspito dentro de uma casa em que aparentemente todas as janelas estão fechadas...
Sabes que é díficil, ter sempre a vida por um fio (de navalha), ter sempre o coração encostado à espada e contra a parede. Já não tenho muito ar para respirar, se continua assim o motor dá o berro, passa a vida contorcido e em esforço, a lutar por cada golfada de ar...
Às vezes dói como se tivesse sido hoje o último dia, como se nunca te tivesse visto virar as costas - e na verdade vi. Dói como se nunca me tivesses dado o último beijo - e na verdade não deste, deste-me um último beijo, que deveria ter sido um no meio de tantos, mas o álcool e o fumo desse pavilhão, a escuridão, a música alta e a pressa já não me deixam descernir, não me consigo lembrar bem, nunca consegui, porque quando percebi que esse tinha sido o último já era tarde demais para conseguir focar o que quer que fosse... E fui tão fria para ti, nessa última despedida. Enquanto escrevo isto garanto-te, o punhal gelado subiu-me até à garganta.
Gostava que soubesses que me arrepio quando passas perto de mim. Gostava que soubesses que não sei como segurar o meu corpo, não se tem direito, quando estás perto de mim - perco a minha coluna. Gostava que soubesses que se te mexeres na minha direcção há palavras que escalam desde o meu coração até à minha boca, e há palavras que passeiam, tremem, saltam, gritam, não sei que verbo usar, só as imagino inquietas, a baterem flutuantes umas contra as outras, por entre os meus poros que tentam respirar agitados. Gostava que soubesses que à tua volta ainda há todo aquele halo que me fez aproximar-me de ti na segunda noite e que na primeira me fez tremer contra a frustração de nos olharmos nos olhos e esperares por mim. Nunca tive medo de ti e dei por mim tantas vezes a invadir o teu espaço... Gostava que soubesses que ainda espero por essa segunda madrugada que me desfolharia o coração de pedra partida em areia, irrecuperável. Nunca tive medo de ti e sempre quis estar perto, bem perto, o mais perto possível, porque me fazias sentir segura pelo que era - segura por mim contigo. Gostava que soubesses que ainda és o meu (pólo) Norte, e que eu não deixei de ser Sul por ti. Gostava que soubesses o magnetismo que agita a sala onde estás ainda existe, como a força que torna o ar mais pesado e me desequilibra.
Gostava que soubesses que ainda me apetece chamar-te paixão, tantas vezes.
Mas não to posso dizer.
Por isso, espero que o saibas.
Porque às vezes dói, tanto, ser a idiota que continua apaixonada pelo menino que não consegue falar, pelo rapaz que só consegue ser feliz livre, pelo homem que espera tornar-se depois de aprender alguma coisa, por exemplo contigo.
Às vezes dói muito, o teu sorriso e não me poder inclinar na direcção dele, a tua voz e o teu riso e lembrar-me que eras assim só comigo, os bocados do que tínhamos espalhados em farrapos, pendurados nas mobílias, sentados na madeira do fundo da cama, com os pés a balançar, dói o teu à vontade à minha volta, dói que me deixes chegar perto de ti como se ainda fosses meu, só um bocadinho, e dói, tanto querer deixar-me ser tua.
Tenho caramelo na mão, acho eu. Se não tenho, estou a fazer um filme e ainda o sinto.
Ulric De Varens
I'm sorry honey b it was not how you wanted it to be... I'm sorry it didn't work out how you meant it... I'm sorry b girl, I wasn't able to shout your heart out...
Even though, I hope you know this, I wanted. I wanted so so bad....
I tryed so hard to pop my eyes in sign of desperation, you saw my eyes b, you know I tried and you know he saw that, God, I swear those walls itselves could feel it.
Honey heart, you know I never wanted to hurt you, and if i did, I was blind, and if I wasn't blind, then it was not me, it was someone else who got me into it.
You know heart, I know you hurt a lot, but I guess today won't make you hurt any more than yesterday... and somehow I know you felt released, even though I haven't felt loved or apreciated undoubtedly... it just felt good, to spend that time!
But you know, like I do, we haven't got him back, and you want him, but I sure have realised that's not how life goes - I'm sorry for stabing you like this, but it can never go back to what it was, never again.
I'm sorry, this wasn't how I meant it... but things just happen the way they're supposed to, I suppose...
And I don't want to cut your precious skin like I do so often, I never wanted, but you're just too gentle and then people keep misunderstanding you, and steping on you. But the day I loose you, sweetheart you know I'll have lost everything... In the end, it's for some reason you are my
inocence.
And you b boy, after all, I think I did know you well once... You couldn't, you wouldn't, even when I saw you wanted it so bad. I'm sorry for not surrending. For the sake of it, I thought about holding your hand like my whole life was resting on it, and I tryed to bounce, I tryed to move but that fucking bitch called gravity kept pulling me down. You cannot imagine how I felt. If I know you just a little bit, even not knowing if you thought about it with reason, I know you tried, I know you exposed yourself.
Desculpa, não era isto que tinha em mente. Pelo menos olhaste-me nos olhos... L?
Espero que tudo fique em paz.
Even though, I hope you know this, I wanted. I wanted so so bad....
I tryed so hard to pop my eyes in sign of desperation, you saw my eyes b, you know I tried and you know he saw that, God, I swear those walls itselves could feel it.
Honey heart, you know I never wanted to hurt you, and if i did, I was blind, and if I wasn't blind, then it was not me, it was someone else who got me into it.
You know heart, I know you hurt a lot, but I guess today won't make you hurt any more than yesterday... and somehow I know you felt released, even though I haven't felt loved or apreciated undoubtedly... it just felt good, to spend that time!
But you know, like I do, we haven't got him back, and you want him, but I sure have realised that's not how life goes - I'm sorry for stabing you like this, but it can never go back to what it was, never again.
I'm sorry, this wasn't how I meant it... but things just happen the way they're supposed to, I suppose...
And I don't want to cut your precious skin like I do so often, I never wanted, but you're just too gentle and then people keep misunderstanding you, and steping on you. But the day I loose you, sweetheart you know I'll have lost everything... In the end, it's for some reason you are my
inocence.
And you b boy, after all, I think I did know you well once... You couldn't, you wouldn't, even when I saw you wanted it so bad. I'm sorry for not surrending. For the sake of it, I thought about holding your hand like my whole life was resting on it, and I tryed to bounce, I tryed to move but that fucking bitch called gravity kept pulling me down. You cannot imagine how I felt. If I know you just a little bit, even not knowing if you thought about it with reason, I know you tried, I know you exposed yourself.
Desculpa, não era isto que tinha em mente. Pelo menos olhaste-me nos olhos... L?
Espero que tudo fique em paz.
domingo, 2 de janeiro de 2011
A Mónica de alguém
"(...) até que perdi o interesse, como sempre me costuma acontecer com as raparigas. Tenho um enorme prazer em começar a andar, depois farto-me. Não tenho nada a apontar à Mónica, uma miúda porreira, a culpa deve ter sido minha, como não me apetecia combinar nada, ela telefonava e passávamos a vida a discutir. Havia momentos em que gostava mais de estar com os meus amigos do que com ela. (...) corria bem (...) mas a certa altura não tinha nada para falar, quando ela queria conversar sobre o que se passava eu não encontrava qualquer explicação. Acabámos (...) numa tarde de chuva que não conseguia esquecer. O que mais me impressionou foi, uma vez mais, não ter nada para comentar. (...) senti uma terrível tristeza e um abandono, só me apetecia acabar a conversa e dizer que ficávamos amigos para sempre. Ela olhava-me com os olhos cheios de lágrimas e (...)
... ir embora dali, deixá-la com alguém que a tratasse com ternura, uma pessoa que me pudesse substituir e libertar de vez, partir para outra, ou então ficar uns tempos sem compromissos, como o João achava que devia ser, porque tínhamos tempo para coisas à séria...
... a Mónica desconfiada de que havia outra rapariga na minha vida, não percebia que o que se tinha passado (...) nem sequer era contra ela (...) o tempo passava a correr e não havia um minuto para pensar, viver o momento, deixar o álcool comandar as nossas vidas, vencer a noite e adormecer (...)."
... ir embora dali, deixá-la com alguém que a tratasse com ternura, uma pessoa que me pudesse substituir e libertar de vez, partir para outra, ou então ficar uns tempos sem compromissos, como o João achava que devia ser, porque tínhamos tempo para coisas à séria...
... a Mónica desconfiada de que havia outra rapariga na minha vida, não percebia que o que se tinha passado (...) nem sequer era contra ela (...) o tempo passava a correr e não havia um minuto para pensar, viver o momento, deixar o álcool comandar as nossas vidas, vencer a noite e adormecer (...)."
sábado, 1 de janeiro de 2011
Happy nouvelle trezentos e sessenta e cinco
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