"(...) até que perdi o interesse, como sempre me costuma acontecer com as raparigas. Tenho um enorme prazer em começar a andar, depois farto-me. Não tenho nada a apontar à Mónica, uma miúda porreira, a culpa deve ter sido minha, como não me apetecia combinar nada, ela telefonava e passávamos a vida a discutir. Havia momentos em que gostava mais de estar com os meus amigos do que com ela. (...) corria bem (...) mas a certa altura não tinha nada para falar, quando ela queria conversar sobre o que se passava eu não encontrava qualquer explicação. Acabámos (...) numa tarde de chuva que não conseguia esquecer. O que mais me impressionou foi, uma vez mais, não ter nada para comentar. (...) senti uma terrível tristeza e um abandono, só me apetecia acabar a conversa e dizer que ficávamos amigos para sempre. Ela olhava-me com os olhos cheios de lágrimas e (...)
... ir embora dali, deixá-la com alguém que a tratasse com ternura, uma pessoa que me pudesse substituir e libertar de vez, partir para outra, ou então ficar uns tempos sem compromissos, como o João achava que devia ser, porque tínhamos tempo para coisas à séria...
... a Mónica desconfiada de que havia outra rapariga na minha vida, não percebia que o que se tinha passado (...) nem sequer era contra ela (...) o tempo passava a correr e não havia um minuto para pensar, viver o momento, deixar o álcool comandar as nossas vidas, vencer a noite e adormecer (...)."
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