Não posso gostar de ti outra vez, mas és tão simples que não consigo evitá-lo...
Cada vez que te ris descomplicas as minhas mágoas e fazes a minha dor parecer brincadeira de crianças.
Mas eu já sei que este jogo nunca pode continuar sem nos magoarmos, e tu já sabes que eu tenho uma óptima memória, e ambos sabemos que o problema decisivo, o problema que estragou tudo de vez (por incrível que pareça) era teu, e não meu.
Dói-me de uma dor aguda o coração de medo, de pensar que a magia se pode transformar tão depressa em escuridão, mas eu consegui-te contar os meus dois últimos meses tudo seguido, com uma só lágrima na cara (tens direito a uma lágrima, por isso chora-a bem), e tu só me conseguiste abraçar e dizer a tal palavra, aquela que só dizias quando me vias de coração nos olhos. Por isso conto comigo própria, porque pelo menos uma vez fiz por mim.
Não sei o que foi isto, mas tenho medo, e por isso não quero pensar em mais nada, não quero que saibas que gosto de ti, só quero que o sintas. E não sei se algum dia poderia possivelmente querer começar de novo o que quer que fosse, porque já percebi que mesmo aquilo que começa estupendamente bem, se pode virar contra nós e acabar tragicamente mal...
Mas eu tinha tantas saudades de te apertar contra o meu peito, não me despedi de nada, nunca.
Como é que eu havia de ter feito para esquecer isso tudo, sem ter a presença real da última imagem comigo?
Quis tanto ficar. Mas soube que o que aprendi não posso apagar, não adianta sentirmo-nos bem com alguém, se não nos conseguirmos sentir fortes sozinhos. E não há quem nos possa completar quando não estiver tudo seguro dentro de nós, e não conseguirmos dormir tranquilos.
Não sei o que é que é correr bem - NÃO SEI - mas espero que tudo corra bem. Sei bem o que passei e sei bem que me pode esperar à esquina, por isso não me esqueço de olhar o chão que piso, mas lá está, um dia na minha estúpida crença na humanidade acabei por dizê-lo
"And even though this might sound teenager-like and a terrible cliché, the thing I love the most about Diogo is that he makes me feel alive." - and God forbides, but I somehow still can't do that as often as I wanted to!
Oh, pain and love and being seventeen... someday we will all laugh at stuff like this!
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