terça-feira, 23 de novembro de 2010

Acho que não vou reler isto hoje, big L! to mySelf

Sempre quis que tu lesses. Podia ter medo que tu lesses, podia sentir embaraço, e se lesses ao meu lado então, enrolava-me como um animal bebé ao colo de alguém, quando sabe que fez asneiras e encolhe as orelhas, porque o receio, o embaraço de te mostrar a minha alma num papel, enfim, só no fim valia a pena... Mas não, não e não! Agora para mim chega isto. Chega.
Desta vez, desta vez não quero que leias tudo isto, e parte de mim sabe que tu não deves pôr cá os pés há muito tempo, e essa mesma parte de mim soube, quando escreveu todos os outros textos, que por muito que quisesse não os irias ler. Mas outra parte de mim, embora espere (e tenha consigo a menor fatiazinha de probabilidade) que não venhas a ler tudo isto que aqui fica hoje, tem a carga da minha má sorte...
E oh senhor, sabes que quando eu penso na maneira como quero que uma coisa me aconteça... é sempre exactamente ao contrário que ela explode à minha frente.

Mas tu sabes o que isto significa para mim, e se não vens aqui por essa razão, embora eu não fosse capaz de to exigir porque eu é que confiei, tenho-te a dar os parabéns por seres um homenzinho e respeitares aquele que sabes que é o meu espaço, independemente de escrever por ti ou para ti, ou para quem quer que seja. Se vieres, ou tiveres vindo aqui algum dia depois de tudo, não tenho nada a apontar-te, eu viria sempre, e é um direito que tens, que eu te dei e não tirei.
A questão é que isso não pode nem vai nem há-de - espero eu nunca - boicotar a saída que isto é: o não ter de pensar no que lê quem lê enquanto escrevo, e saber que a uma ou duas pessoas posso pedir para lerem se quiser, quer queiras ou não estar nesse grupo...


Por isso, eu não quero que tu leias parte disto, mas a emoção já passou e vou escrever à mesma, desta vez...

Estamos sempre a aprender. Senti-me a corar, senti o meu coração a inchar. Senti mesmo. Senti-me literalmente como se estivesse a explodir. A aquecer até explodir, e nunca mais explodia
.
A minha cabeça começa a pesar e parece que tudo lá dentro quer sair por todo o lado, e sei, tenho a perfeita noção, que se alguém me olhar de frente vai ver como estou a corar de maneira fulminante, e como os meus olhos, vidrados, faiscam.

Não sei se alguma vez te sentiste assim tão mal disposto. É que para ser sincera, não estou a usar nenhuma metáfora ao dizer que sinto que a qualquer momento vou vomitar o meu cérebro, os meus pulmões, o meu coração... Meu?

Fico com os ombros tão tensos, o meu estômago torce-se todo, contorce-se sobre si próprio, e é como se o estivesse a cuspir sem conseguir evitá-lo. Não, isto não é bonito, são náuseas. É algo que
sentes sem o quereres nem por um segundo. E aguentas-te à bronca, ou foges.
Vou-te dizer, às vezes fujo. E não me envergonho disso. Da mesma maneira que não me envergonharia se sentisse que devia ficar e ser forte, e a seguir me dobrasse no chão, de olhos no chão, mãos nos chão e pés no chão e soluçasse a minha alma inteira em fumo branco e
quente.
Mas não quis isso. Das vezes que fugi. Quis aguentá-la sozinha. Não sei se é a pior sensação do Mundo, acho que não., Mas deve ser das piores, e na hora, e cada vez que me lembro, sente-se bem a palavra
pior.
É uma raiva, uma impotência, que é impossível sublinhar a fraqueza que é quereres dar cabo do Mundo todo, teres a força necessária, e não teres nada para destruir...

É físico. Não é só psicológico. Ficas zonzo, trocas os passos, cais redondo e levantas-te devagar. E não é de uma boa maneira, não estás enebriado de prazer ou alegria. Se quiseres focar-te em algo, à tua volta só tens raiva e
dor.
«Que exagero!»


Oh pá tá bem,
eu quero que tu te fodas, tenho que dizer, e não tenho que responder por isso porque é verdade, é assim que o sinto.
Mas
não, não e não! e isto é que tem que dar! Se não for da tua boca, eu faço o desenho e clico no Play, e faço Rewind quantas vezes me obrigares, ou quantas vezes eu me obrigar.

Estamos sempre, mas sempre,
meu bem (não! não e NÃO!), a aprender. Podes aproveitar, se não sabes ainda, para aprender isto comigo, por muito pouco que eu saiba, este mínimo posso-te dar de bom grado... Estamos sempre a aprender.
"As raparigas tem maior tendência (...) principalmente raparigas que remoem."

Ah foda-se, os
significados. Estamos sempre a aprender.
A auto-
desorganização... A interiorização longa e demorada... Não, não e não!

Amorzão, hoje, amanhã, ou nem daqui a 5 minutos eu sei, mas agora eu tenho isto, e para mim qualquer coisa melhor que coisa nenhuma e bem nenhum serve para pelo menos qualquer coisa - e qualquer coisa já é mais, muito mais, e bem melhor, do que o que eu obtenho de ti, que é nada, é o reflexo de uma vida sugada pra Terra sempre que toco no chão.
Por isso é que dormimos em cima de colchões e de olhos fechados...

Para não vermos a nossa tristeza a arranhar-nos a alma à procura dos pequeninos
diamantes brutos que ela tem lá incrustados e quer deixar morrer enterrados no interior de tudo - enquanto procuram as órbitas giram, enquanto escavam as pálpebras estremecem e tu reviras-te, dolorosamente.
E de tanto tentar esquecer, quando acordares vais ter de te lembrar...

Não, não e não.
Ao menos isso...

3 comentários:

:- disse...

E eu é que faço magia? Não mudava uma vírgula nesse texto!
Qualquer coisa já sabes, estou aqui :)

DR disse...

Amo-te :'

dandelion me disse...

You better. <3