quarta-feira, 23 de junho de 2010

O teu toque

Quando me encostaste a ti senti o teu coração a bater nas minhas costas.

É tão mais fácil quando estamos bem.
O ar torna-se muito mais leve. Mais fácil de respirar.
O meu coração treme com uns choques elétricos de x em x tempo.
Se fechar os olhos arrepio-me e o meu corpo é sacudido por uma onda que me faz recuar no tempo.
As tuas mãos são mais quentes. São mais quentes porque me abraçam e passam calmamente pelo meu braço.
Os teus olhos são os olhos porque quando me olhas nos olhos não há mais nada e podes dizer o que quiseres porque tudo o que disseres vai fazer sentido. Tudo o que disseres vai ser meu e teu, só, fácil como um segredo bom de guardar.
Encosta a tua cara à minha e fecha os olhos. Só preciso de sentir que estás ali e que estamos no mesmo sítio, estamos iguais.
Sabes que se me abraçares vou ficar colada a ti, como um lego daqueles que não se percebe bem porquê não se consegue desencaixar.
Se me largares, se te largar, perco metade do meu corpo e não quero que me amputem a parte de mim que faz sentido.
Sinto o teu peso e não quero que mo tirem dos ombros. Não preciso de distância, só preciso de te conhecer - mais, todos os dias. E não me farto.


Um dia ainda vou estar sentada na praia ao teu lado. Vamos beber uma coisa de qualquer espécie - com café ou com alcool, ou só sumo, como te apetecer. Vou enterrar a caneca ou o copo no meu colo e vou olhá-lo. E depois vou levantar a cabeça, esticar as costas, reclinar-me e olhar para ti., e vou sorrir e lembrar-me do teu sorriso agora. Vou lembrar-me de ter 17 anos e tu seres o melhor. E vais ficar assim aqui para sempre. Vou-te dar a mão e vou-te dizer, no fim de contas, simplesmente,
amo-te. E vai ser tão bom olhar em frente, sentir a brisa húmida e salgada na cara, e antes de enterrar os pés na areia morna apertar-te a mão e pensar, tudo, valeu a pena.



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