terça-feira, 30 de março de 2010
Não acredito que vou escrever outra vez.
I tell you I love you
I love you too, I love you too
I love you
When you smile I'll smile along
When you cry my comfort comes
When you walk I'll be beside you
Holding your hands
When the sun come out we play
I'll never be far away
When you tell me that you love me
This is what I'm gonna say
I love you too, I love you too
I tell you I love you
I love you too, I love you too
I love you
Like the fish loves the sea
Like the honey and the bee
Like a lizard loves to climb
Up into a tree
Like a bird loves to fly
Way up in the sky
Like a worm loves to go
Way down low
I love you too, I love you too
I tell you I love you
I love you too, I love you too
I love you
Like the grass loves to be green
And the earth loves to be clean
Like the sun loves to shine
And the monkey loves to climb
Hey it happens naturally
And that's the way it's got to be
And the worm still loves to go
Way down low
I love you too, I love you too
I tell you I love you
I love you too, I love you too
I love you
From the first time that I saw you
I knew that it was true
There'll be a lifelong time to spend
Around the corner around the bends
Up the hills and through the valleys
No matter how things change
This one thing will remain
I'll sing it again and again
I love you too, I love you too
I love you too, I love you too
I love you
When the sun come out we play
I'll never be far away
And when you tell me
That you love me
This is what I'm gonna say
I love you too, I love you too
I tell you I love you
I love you too, I love you too
I love you too, I love you too
I tell you I love you
I love you too, I love you too
I love you too, I love you too
I tell you I love you
I love you too, I love you too
I love you too, I love you too
I tell you I love you"
Ziggy Marley
Não é por serem 15 dias e 15 ou 16 noites, não é pelo número. Números são números, e 15 seria como 10, como seria como 12. É por, sei lá..,
Serem 15 dias sem ti, 15 dias sem falar contigo, 15 dias sem te ver... 15 dias sem te ver sorrir, 15 dias sem te ouvir rir, 15 dias sem te ouvir dizer que só digo merda, 15 dias sem te abraçar.
Podes mandar uma mensagem ou duas, até podes telefonar, mas não estás aqui para me dar um abraço quando estou cansada, não estás aqui para te dizer que me dói a cabeça e que fico mal disposta não sei porquê - não estás aqui para me agarrar quando estou com a "broa".
Podes ter saudades, e eu tenho saudades, mas não estás aqui para te dizer que me apetece fazer um tacho de brigadeiro e comê-lo contigo.
Podes vir quando eu for, e ir quando eu vier, mas no entretanto não há nem reecontros nem despedidas.
E são 15 dias que me custam, porque por muito pouco que sejam 15 dias, nunca os passei sem ti.
Isto é, habituei-me, e facilmente, à tua companhia, e não quero perder esse hábito.
Se não vivesses ao pé de mim, o mais normal seria ver-te poucas vezes durante as férias, I guess.
Seria provável que gostasse de andar na escola por estar contigo 5 dias por semana.
Mas tu vives ao pé de mim! E eu gosto de estar contigo. Gosto de poder estar contigo durante o dia sem ter de esperar hora e meia por um intervalo de vinte minutos contigo.
E então desculpa, mas não gosto de Espanha, tal como não vou gostar de ir de férias, e não hei-de gostar da prova.
Não gosto que tenhas que pagar mensagens para mim, não gosto que não estejas aqui.
Não gosto de não termos "aproveitado" a última semana como aproveitámos os últimos dois dias.
Não gosto de saber que não vale muito a pena falar-te de coisas que ias ver se estivesses aqui, porque aí não vão ter tanta piada.
Não gosto que a porra do perfume se vá perdendo com o passar dos dias, assim como não gosto de saber que se durou 2 dias, tenho de multiplicar isso por semanas para saber o tempo que ainda vou andar à procura dele.
Não gosto de abrir a varanda e ter que raciocinar para chegar à conclusão de que não vale a pena olhar para tua casa, porque enfim, não vou cruzar os olhos contigo.
Mas gosto que ainda tentes ir perguntando como correu o dia.
Disso gosto...
Gosto da camisola, mesmo sem perfume.
Gosto de ter saudades de alguém que faça as saudades valerem a pena.
Gosto de pensar que já faltou mais tempo do que faltava quando vieste à minha porta.
Gosto de pensar que se dormir muito pode ser que o tempo passe mais depressa, e portanto até não é mau estar de férias porque posso ir dormindo bastante..
Gosto dos bolsos e das nódoas.
Gosto que saibas de tudo.
E porque
Gosto de ti, coração.
não me importo com 15 dias.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Má, má altura
Vou apanhar Sol nem que apanhe um escaldão.
Vou apanhar Sol nem que apanhe uma constipação.
Vou apanhar Sol, porque o Sol faz bem.
Vou apanhar tanto Sol na tromba quanto puder!
Vou apanhar Sol até ao ponto em que quando entrar em casa veja tudo negro.
Vou apanhar Sol, vou-me esticar ao Sol, vou-me deitar ao Sol, vou sentir a pele a aquecer, vou ver tudo laranja e amarelo. E vermelho. E preto e branco. E preto no branco.
Vou-me deitar ao Sol e fingir que enterro os pés gelados na areia depois de um bom mergulho.
Vou-me armar em animal e adormecer ao Sol.
Vou-me deitar ao Sol e vou apanhar Sol porque o Sol é límpido e claro e é quente, está quente, e cá dentro está frio e escuro como a merda - bela merda.
Vou-me deitar ao Sol porque o Sol não se apaga.
Vou apanhar o Sol e as outras estrelas todas, mesmo que não se vejam de dia.
Porquê? Porque não gosto que gozem comigo.
Vou apanhar Sol, se ele esperar por mim. E já venho, ou não.
Dressed black from head to toe
Singing songs she likes to sing
And saying words that don't make sense
But when she comes to me
Comes to me and says...
Oh, she got something
Got something inside of her
Singing songs she likes to sing
And saying words that don't make sense
But when she comes to me
Comes to me and says...
You got me like no other
My heart would never recover
You know, you know, you know, my baby!
You know, you know, you know, you got me!
sexta-feira, 12 de março de 2010
Lay down your arms ~
I just don't know, don't know anything at all.
I don't know why it all goes wrong.
I don't know what is it that keeps pushing, squeezing, smashing, eveytime - every single time.
I don't know why won't it go away... I don't know why did it come back.
I know how it feels, I know how confusing it is, and I guess I know that's why I can't make it stop.
But I don't know why is it still around, when I thought it had all gone away, vanished. When I thought my strenght had it crushed.
The other day it occured to me how amazing it was, what a fantastic feeling it was to be afraid of death. To feel like you wouldn't want to try any side other than this, to feel like you'd put up a fight, to make those who you love and love you proud.
Now... it's just like it is all here. The not knowing for sure, the "even thinking about it"... All the crap.
And I can't understand how fucking invisible, shameless, it is.
And most of all, I can't understand the way something I repulse so much and I want to fight so much, got me to protect it - like you're any good to me.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Vai tentando ser isto...
Dei-te matéria negra
Amor, não,
Poetas, não,
Mostrei-te o meu baralho,
Lua Cacau
Desembrulhei o papel de alumínio frio
Saber que estávamos ali
Num gesto prendeste a minha mão,
Sem impores uma palavra fugiste à regra.
Mostrei-te o meu baralho,
E usas palavras em chama inocentemente,
quarta-feira, 3 de março de 2010
Não te esqueças
Não te esqueças da simpatia.
Não te esqueças do querer.
Não te esqueças do começo.
Não te esqueças do que estava para trás do começo.
Não te esqueças do que te fez aquilo que és.
Não te esqueças de quem te embalou.
Não te esqueças de quem nunca te empurrou para trás.
Não te esqueças de quem sempre te deu a mão.
Não te esqueças de quem nunca se esqueceu, de quem nunca se esquece de ti.
Não te esqueças porque é bom que te lembres.
Não te esqueças do que é importante.
Não te esqueças do que gostas.
Não te esqueças porque é que gostas do que gostas.
Não te esqueças do que não gostas, do que nunca gostaste.
Não te esqueças porque é que não gostas do que não gostas, do que nunca gostaste.
Não te esqueças de quem.
Não te esqueças de não trair tudo isso.
Quando traíres o que tens, o que faz de ti o que és, o que fez de ti o que foste, estás a trair-te a ti próprio, e àquilo que vai fazer de ti aquilo que serás.
Lembra-te do que tens.
Lembra-te do que tiveste.
Lembra-te do que vais, queres continuar a ter.
Lembra-te (dos outros quando te lembrares) de ti.
