Então, quando alguém de quem gostas muito te acusa de seres "tão estúpida", na medida em que de um ano para o outro mudas de atitude, das duas uma: ou dás por ti a pensar «eu devo ter mesmo uma falta de carácter enorme» ou então pensas «fuck off and die, I love you but I've had enough». Eu fui pela segunda opção... E justifico a mim mesma o porquê de não me sentir inclinada a seguir a primeira.
Tão simples, quanto isto...
Tenho tendência para categorizar as pessoas de acordo com as impressões. What about that? Todos o fazemos.
Quando conheço ou não alguém, tento ser simpática, não invadir demasiado o seu espaço pessoal e respeitar a pessoa. Mas quando as primeiras coisas que ouço alguém dizer me parecem desinteressantes, insultuosas, arrogantes, prepotentes, ou quando, mesmo sem me conhecerem, se metem na minha vida sem terem um quinhão de direito a opinar sobre ela, sim, admito: passo a não gostar das pessoas.
E a partir daí não quero saber. Não quero saber quão fixe alguém é, se tem muitos amigos, se é mesmo um/(a) tipo/(a) porreiro/(a), se é fofinho/(a) com aparente mau feitio, ou se sou eu a atrasada que julga sem conhecer. Tão pouco me importa, quero apenas distância.
Detesto ser hipócrita, e quando me sinto forçada a sê-lo a única coisa coisa que faço por mim própria é ser sarcástica. Se tão pouco se apercebem, então azar.
Isto não quer dizer que sempre que faça um elogio a alguém de quem não gosto esteja a ser falsa, antes pelo contrário: significa que os elogios que faço são verdadeiros, podem é ser poucos ou nenhuns - apenas os restrinjo à minha opinião, que vale o que vale.
Se por alguma razão reconheço mais tarde que estava errada por não gostar de alguém que conheci mal, não tenho vergonha. Sou capaz de chegar ao pé dessa pessoa e dizer-lhe "sabes, porque algumas razões agora meias estúpidas não gostava de ti, e quero-te pedir desculpa por isso." o que me orgulho de conseguir fazer. Só porque eu não gosto de uma pessoa, não quer dizer que essa pessoa não seja o irmão, a melhor amiga, o namorado, a prima ou etc de outra pessoa que a valoriza muito para além do que eu penso/conheço.
E eu não sou melhor que ninguém, nem tenho esse objectivo. Apenas estou a tentar rever as críticas que fazia, e criticar menos destrutivamente para passar a ser mais útil e menos conflituosa (coisa que sempre detestei). Se isso me cola o rótulo de "estúpida", então muito obrigado. Ainda que não goste de muitas pessoas e as evite a todo o custo, pelo menos os meus melhores amigos sabem que podem sempre contar comigo e com a minha lealdade (o que provavelmente implica não os insultar a torto e a direito, e quiçá pelas costas) e que mesmo quando não concordo com eles, tento cada vez mais fazer um esforço para os respeitar, dar o espaço necessário à opinião e aceitar.
Se ser coerente é teimosia, e ser flexível é falta de espinha, não me importo. Para mim é acreditar no que sinto e mudar de opinião quando as pessoas me fazem sentir que estava errada. E isso não faz de mim fraca, faz de mim melhor pessoa.
Às vezes para sermos justos, temos que ver que o facto de alguém de quem gostamos nos magoar é mesmo culpa dessa pessoa, e não das restantes envolvidas na situação.
Outras vezes temos que defender as pessoas de quem gostamos quando se sentem desconfortáveis com alguém, mesmo quando mais ninguém lhes dá razão, porque por vezes prova-se que estavam certas e foram injustiçadas o tempo todo.
eu durmo de consciência tranquila.
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