Desculpem, a culpa nunca foi vossa. A culpa tanto não foi, como não é, vossa.
Assim, há pessoas que vos amam, e quem muda de situação para situação não são vocês, são elas e eu, logo o problema sou eu, e portanto, desculpem.
Desculpem não vos suportar, a vocês e às vossas atitudes - independentemente de serem piores ou melhores que as minhas, se as querem comparar escrevam-me vocês uma carta.Desculpem não vos poder ver à frente, desculpem que me apeteça encarar-vos até desviarem o olhar, ou eu o desviar por
Desculpem serem vocês o meu saco de pancada, desculpem que descarregue todas as minhas frustrações e raivas em vocês só porque tenho uma tendência natural - talvez até biológica - para vos odiar mais do que ao comum dos mortais - que até desses gosto pouco...
Desculpem pelo facto de não sermos compatíveis, e de isso por vezes não me ser indiferente.
Desculpem por me divertir com isso, com esse atrito, e então - já agora - acho que o posso dizer assim: desculpem que me divirta às vossas custas.
Não peço desculpa é pelo facto de não me integrar no vosso Mund
E agora, agora a sério, desculpem ter-vos conhecido um dia. Acreditem, que o meu ódio tem uma extensão estúpida e eu vivia bem sem ele, e que era muito melhor para toda a gente que não se tivessem lembrado de entornar água e azeite na mesma taça!
Então, meus grandes ... (a quantidade de nomes bonitos que vos chamo cá dentro), peço desculpa, sinceramente., a culpa é minha que não me entendo com as vossas maneiras de ser, atitudes, ou quaisquer outras tretas psicológicas/comportamentais que não partilhemos.
Gostava só que alguns de vocês pudessem tornar a minha vida útil, e me odiassem com todo o vosso coração (sim, é preciso muito coração para odiar, e o meu é grande desse lado!), e eu sei - sempre soube, seus marotitos - que odeiam. Uns quase tanto como eu, outros tanto, e outros até mais.
Porque no fundo, sendo que a minha vida nunca criou grandes expectativas a ninguém, até é um favor que me fazem rogarem-me pragas: é da maneira que me torno imune às merdas. Isto tudo visto que eu também desejo, ou desejei em alturas da minha vida, secretamente, e bastantes vezes, a vossa infelicidade. :)
Chamem-me o que quiserem, quantos mais me odeiam, mais eu consigo ver que os que estão lá, estão lá a sério.

Amei:
Desculpem, a culpa é vossa. E obrigado por isso, por que se vos amei, em algum ponto, e o mais provável é que isso dure até hoje, significa que tiveram o poder de me fazer sentir bem - um bem que não se compra, um bem que não vai à máquina e não seca e que não podemos voltar a usar se não acontecer que o sintamos.
E se o que fizeram foi amar-me de volta, então a culpa foi minha, enganei-vos sem querer.
E é raro, amar alguém a ponto não de dizer para nos vangloriarmos, mas de sentirmos, sabermos cá dentro, que dar a vida por essa pessoa não seria algo a pôr em questão, a considerar. Sabemos simplesmente que seria fácil, que não haveria ponderações a fazer. Porque não pô-las à nossa frente seria como comprimirmos o nosso próprio coração num torno até o esmagar.
E é como é raro haver pessoas de quem gostemos tanto que pareça que foram feitas para nós, pessoas cuja felicidade é a nossa felicidade, pessoas cujo bem estar nos é tão importante como o ar que respiramos.
E mais raro é serem tantas.
O "amo-te" não devia ser usado assim, tão facilmente, tão levianamente, a não ser que o instante isolado o justificasse, a não ser que se soubesse naquele ponto do espaço e do tempo que ele era verdadeiro., aí sim, não interessaria a razão. Fora isso, até haver certezas, o amo-te devia ser usado como um perfume que está quase quase a acabar, ou com a calma com que se saboreia a última fatia de bolo ou a última colher de sobremesa, o mesmo passo arrastado de ainda-não com que se vira a página 499 de um romance de quinhentas, que parece tão pequena aos olhos sedentos e que tem de durar por mil.
Se cada vez que te disser que te amo tentar pensar nisso com a sinceridade que quero, e pensar na importância que isso tem, posso dizê-lo menos vezes do que mereces, mas vai estar carregado de obrigados e abraços apertados e palavras boas que só se dizem com os olhos e com o canto dos lábios., garanto - te.
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