domingo, 2 de agosto de 2009

Bedshaped

Keane

Many's the time I ran with you down

The rainy roads of our old town
Many the lives we lived in each day

And buried all together


Don't laugh at me

Don't look away

You'll follow me back
With the sun in your eyes

And on your own

Bedshaped

And legs of stone
You'll knock on my door
And up we'll go
In white light
I don't think so

But what do I know
What do I know?
I know


I know you think I'm holding you down

And I've fallen by the wayside now

And I don't understand the same things as you

But I do

Don't laugh at me

Don't look away

You'll follow me back

With the sun in your eyes
And on your own

Bedshaped
And legs of stone

You'll knock on my door

And up we'll go
In white light

I don't think so

But what do I know
What do I know?

I know

Music as a metaphor fo
r feelings I don't even know I have until I hear it. - My definition of Magic .

Sabes, eu sei pensar, eu ainda sei pensar. Quando voltaste, quando vieste ter comigo, (e receio bem saber o porquê desta aproximação pouco subtil, ou talvez não) eu não to disse, não te avisei que agora tenho a mania de pensar. Realmente é injusto da minha parte. Pões-me à prova como sempre, simplesmente porque não te contei que agora tenho uma cabeça e um coração novos, e que deixo que eles me guiem e guardem os meus passos, mesmo os que ficam no passado, apenas para que me lembre de onde vim, e para onde não quero voltar. Como quando caminhas na praia, sim na praia... Sabes como é bom caminhar junto ao mar, com a água a tocar-te os pés? É o melhor; mas virei-me, andei de costas e aprendi que ele apaga os nossos passos. É uma óptima metáfora para ti. És o melhor, mas se me aproximo demasiado esqueço-me daquilo que sou, de por onde ando, e de quem és quando não o és comigo. Isto é culpar-te como se fosses a fonte de todo e qualquer problema que algum dia tive..
...
O que é injusto. Mas lá está, não consigo imaginar-me tão fundo como bati quando te segui. Não sei como não me afoguei.
Não passas agora de uma memória, e é tão bom que fiques aí, que nem te sei explicar. Já sei falar de ti no passado, e essa é a vitória.
Continuas comigo, continuarás sempre, mas aprendi a nadar, e mesmo quando estou cansada já sei flutuar. Posso mergulhar e voltar à praia, sem me afastar da costa.

Posso não me afogar, como as pessoas normais.

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