sábado, 20 de fevereiro de 2010

Mas hoje é o dia D

Diogo,
Já te tentei explicar, já perdi a conta às vezes que o tentei dizer melhor, eu amo-te.
Mas não é o eu amo-te que tem significado por si só.
É que o teu amo-te, ou melhor, o meu amo-te para ti, não tem nada a ver com os outros amo-te.
Há muita gente que se ama, e o amo-te delas tem uma importância que só elas entendem, e que eu nunca vou poder medir, por isso os amo-te que posso usar para te explicar o teu são os meus.

Digo-te já, o meu amo-te é teu porque não o dizia, não o dava, a mais ninguém.
Houve mais que um amo-te antes de ti, e não os disse da boca para fora, não os consegui dizer a estrear sem tremer nem que fosse só um bocadinho. Ou seja, que tiveram significado, tiveram, o seu significado. E ainda agora há amo-te, que ainda agora sinto, e que sei que hei-de sentir sempre, e que são puros. "Mas",

O teu amo-te é diferente.
É dizer que quero estar contigo porque quero mesmo estar contigo.
É dizer que preciso de ti porque preciso mesmo de ti.
É dizer que gosto de ti porque gosto mesmo de ti.
É perceber, no fim das contas feitas, que temos defeitos, mas que quando digo amo-te digo que consigo deixar isso ir com o vento e que não me faz mesmo diferença nenhuma, porque quando tudo o que tenho para te dar é o teu amo-te, vale a pena. Vale a pena pensar nos dias maus e ver que ao pé dos dias bons só nos fizeram crescer, e que tudo o que nos separa só está à espera de ser resolvido para passar a unir-nos mais.

Contigo perco as minhas certezas mas também não me restam dúvidas. Queria dizer-te com um ar brilhante "Diogo, já sei o que é amar!" e a seguir chapar-te com uma definição daquelas que toda a gente ia repetir nas declarações de amor, porque era uma metáfora tão poética, tão versátil., ou não?
Mas sabes., Diogo, já sei o que é amar, e não te vou dizer nada que valha a pena repetir, vou te dizer o que sei, porque ao fim de seis meses alguma coisa passou por mim e explicou-me ao ouvido.
Amar és tu.
Amar é ter-te a ti, querer-te a ti, ficar contigo.
Amar é não saber o que é que vem amanhã, mas saber que o quer que seja só vai valer a pena ao teu lado.
Amar é isto, é aqui, é hoje porque foi ontem e vai ser amanhã.

Não te posso garantir que saiba nada, tirando duas coisas - amo-te, e quero ficar contigo para sempre.
Obrigado por tudo, e por saberes o que é tudo, amor.

And I'm like...

You have this thing, and they take it away from you.
You're a mess, you don't know how it is that you're suppose to react.
It's shock and then nothing. It's over, that's all.
Then they say "you can have it back, just do what you want: you choose,
you decide."

I just... what are the consequences?
Foda-se.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nos meus anos

este texto não tem o mínimo interesse - não que os outros tenham algum, mas este não tem mesmo nenhum.

Nos meus anos eu choro.

Choro sempre. Isto é, de todas as vezes que me lembro chorei.
Fico deprimida.

Uma vez chorei porque
... discuti com a minha mãe por causa de umas bermudas verdes escuras que mais tarde achei giras, mas nunca mais as vi - isto no dia anterior, mas chorei pelos dois dias, e no dia seguinte chorei à mesma.

... morreu um senhor da minha família que estava acamado há mais ou menos tantos anos quantos eu tinha de vida, e eu, de forma egoísta, roguei pragas a quem quis que ele fosse morrer no dia do meu aniversário, porque por causa disso os meus primos não o puderam vir passar comigo.
... tive um desgosto amoroso. Aliás, fizeram-me passar grande vergonha na minha festa de anos por causa de um "arranjinho" - uma das coisas que mais me irrita no planeta, sempre me irritou -, e à pála disso fiquei magoada com amigos meus.
... o meu pai resolveu que eu tinha de comer arroz de marisco - dá-me vómitos -, e esta não foi no dia 10, foi no domingo em que quiseram fazer um almoço por mim, coisa que me baralha, festejar os anos noutro dia.
... o meu irmão pôs o curso inteiro dele a cantar-me os parabéns num jantar de gala (já me esquecia) - sou sensível.
Posso não ter chorado nos outros mas também não tenho certezas.

E ontem? Ontem estava à espera. A sensação de vazio veio, do nada como sempre, a irritação. A insensibilidade, os poros fecham-se. Não passa nada porque os meus sentidos passam a ser sintéticos. Não passa para nenhum dos lados, nem para dentro nem para fora, acho.
Já me perguntei se é de ficar mais velha, o peso da responsabilidade que só trás mais perguntas, já que as decisões nunca surgem como respostas.
TRETAS. Balelas.
Também podia ser biológico. Mas isso é só tão estúpido como baseado na aleatoriedade.
Mais TRETAS. Mais balelas.
As circunstâncias? A ansiedade que se gera nas pessoas à minha volta, ou em mim, não sei, uns a tentar passar a batata quente aos outros, o dia normal que se torna diferente e o dia diferente que continua normal.
Talvez. Mas cá para mim mais tretas, mais balelas. Não sei de ninguém a quem dê disto.

E ontem? Ontem estava à espera. Estava a dizer a mim própria que a desculpa ia ser ter teste intermédio hoje.
Mas esse só desculpou as asneiras que disse misturadas com o "eu vou ter nega".
E estava apagada e pensava que ia chorar.
Mas não chorei. Ainda estou para saber porquê. Não quebrou.

Isto intrigou-me. Tanto que quando comecei este raciocínio pensava que ele ia acabar salgado.
Mas não. Mas olha,... tass bem!


Eu avisei, que não tinha interesse nenhum. Espero sinceramente que não tenhas perdido o teu tempo a ponto de chegares aqui.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Let me explain it to you

You listened. You didn't have to but you did.
And for that, no matter what, I couldn't be more grateful.

I realised it all, and more than that, I realised how much was it all - and it's a lot.


For ever
, for the best.