sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A palavra

A palavra desculpa. A palavra diz culpa.
Eu repito-a e a palavra não diz nada.
Eu não sei o que quero. O que é que achas disto?
Está mal.

Não sei falar para ti, nem para ninguém. E quando sinto isto sinto-me tão mal, tão anormal, tão estranha e de tal forma deficiente que tenho medo de abrir a boca para usar
seja que palavra for.
Porque até agora ainda não inventaram
palavras que me ajudem, com que eu consiga dizer o que sinto. Porque escrever até consigo, eventualmente, mas não - praticamente nunca - de forma a que consigas ler. Então, de que me servem as palavras?

Eu sou esquisita, tu sabes (?) Já to tentei dizer, disso não podes reclamar, nem tu nem ninguém, de que não avisei. Eu digo, eu aviso -
eu grito se for preciso - mas vocês não ouvem, soa a banal, deve ser isso.
Então que é que posso fazer mais?
Eu disse-te,: eu tento, eu tento,
eu tento. Mas as coisas simplesmente não acontecem como eu quero.
Hão-de ser raras as vezes em que te hei-de dizer palavra por palavra as coisas que flutuam na minha cabeça sem as distorcer. Porque elas estão lá, eu juro que estão, mas quando olho para aquilo é como um quadro: as palavras encadeiam-se com todo o sentido, juro,
fazem sentido, mas depois eu mexo-me, eu abro os olhos e penso abre também a boca, porra! se tem lógica para ti aqui como é que não há-de fazer lógica também quando o disseres? E tento. E foda-se, não vais acreditar, mas não sai nada como eu penso, nem como eu quero que tu ouças, que tu percebas - nunca.
É como se o meu cérebro fosse aquelas pessoas que discursam para um público, e depois tu fosses as pessoas sentadas a ouvir, que não falam a mesma língua que eu. E quando eu falo, é a altura em que há aquelas pessoazinhas que ouves nos headphones e que supostamente traduzem o que eu meu cérebro tinha para te dizer. Eu não sei o que elas dizem, não sei, mas nunca é o que ouviram! Entendes?
Vês o que eu digo?, provavelmente se lesses isto não ias ver o desenho como eu o tentei pintar.
Nunca.

E por isto, e pelos erros, e pelas vezes em que digo o que não devia, e pelas vezes em que te olho nos olhos e quero que percebas que o meu coração está a bater mais forte mais rápido e mais alto e não to consigo dizer, por toda a merda que faço - sempre, constantemente - pelo sentir e não demonstrar, desculpa.
Sentido, desculpa.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Eu ia escrever qualquer coisa...

...assim...

"Tinha saudades tuas."
Tinhas saudades minhas e eu tinha saudades tuas.
E não percebo bem isto do ter e não ter, do meu e do teu. Não, percebi agora, aqui, nesta linha, aquela conversa toda do "o que é meu é teu e o que é teu é meu."
As saudades são tuas. São, amor, és tu que as provocas em mim, mas não percebo porque é que são tuas se eu é que as sinto, se elas andam é comigo, sempre que não estou contigo.
Então, pelos vistos, é assim: eu tenho saudades tuas, quando não estou contigo, e tu tens saudades minhas quando não estás comigo.
E as saudades que eu sinto são as tuas, e as saudades que tu sentes são as minhas.
E enquanto isto parece começar a fazer sentido na minha cabeça, acho que a explicação que escrevo se enrola cada vez mais sobre si mesma.

Não percebo quem inventou a palavra, ou sequer o conceito, porque se pararmos para pensar, é confuso. E não se explica muito bem (imagino explicar isto a alguém cuja língua mãe não sustente esta definição) - como é que podemos ter algo de alguém que não está connosco? Okay, talvez as saudades sejam aquilo que tu deixas para trás sempre que nos afastamos. Então, começo a entender, talvez. As tuas saudades - que eu sinto - são o teu rasto, que deixas em mim. Então afinal, aquelas pegadas pequenas que vais deixando marcadas em mim são as saudades, são isso. São tuas, postas em mim, e como tal quem as sente sou eu.

Por outro - eu sou a tela, tu és o pintor, e as saudades começam a nascer nos breves instantes em que vais pintando em mim os momentos em que estamos juntos - e a paleta é vasta, meu bem. São criadas quando o pincel desliza sobre a tela (e isto não é mais que metafórico e abstracto). E depois, quando não estás comigo, essa tinta conservada seca, e começo a senti-las, "as saudades".

E isto tudo para dizer, que é bom, tão bom, que tenhas tido saudades minhas.
Porque eu não te sei explicar o que elas são, mas tinha saudades de te ouvir dizer que tinhas as minhas.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Love

I will be writing about you, soon.

Follow through
Make your dreams come true
Don't give up the fight
You will be all right
Cause there's no one like you
In the universe

Don't be afraid
What your mind conceals
You should make a stand
Stand up for what you believe
And tonight we can truly say
Together we're invincible

And during the struggle
They will pull us down
But please, please let's use this chance to
Turn things around
And tonight we can truly say
Together we're invincible

Do it on your own
Makes no difference to me
What you leave behind
What you choose to be
and whatever they say
Your soul's unbreakable

And during the struggle
They will pull us down
But please, please let's use this chance to
Turn things around
And tonight we can truly say
Together we're invincible
Together we're invincible

And during the struggle
They will pull us down
Please, please let's use this chance to
Turn things around
And tonight we can truly say
Together we're invincible