quinta-feira, 30 de abril de 2009

Faz com que pare.


E tu acabas... Aqui!
Por favor,
por favor morre, morre à minha frente. Morre aos meus olhos, morre aos meus ouvidos, morre a tua atitude, morre a tua voz, morre os teus olhares, morre os teus adeus. Porque embora estejas longe, embora já não tenhas presença, embora esteja livre, embora não acredite na loucura como acreditava, embora já não precise de ti, embora já não tenhas tanto poder, nunca morres.
És o que és - Eu distorci.o, eu amei.o, eu venerei.o, eu odiei.o, eu quis fugir, mas por fim eu aceitei.o. Por isso, porque é que simplesmente não desapareces? O que é que te prende?
Desiste. Desaparece de vez, como quando sorris. Sim, a cada vez que sorris quero que desapareças, e me digas "Fui, não volto mais, deixa ir os teus fantasmas comigo! :)" e oh se eu pudesse. Se eu pudesse eu deixava.os todos ir contigo. O medo a culpa a razão a vergonha.
E dizia.te adeus, meu amigo, leva tudo contigo.
E se quiseres, pensa naquilo que te sempre te disse, que nunca te escondi, a não ser ao dizer.to tão descaradamente.

E se puderes, leva contigo tudo aquilo que nos faz iguais.
Continuas nas minhas palavras.

domingo, 12 de abril de 2009

Smile

"A smile costs nothing but gives much. It enriches those who receive without making poorer those who give. It takes but a moment, but the memory of it sometimes lasts forever. None is so rich or mighty that he cannot get along without it and none is so poor that he cannot be made rich by it. Yet a smile cannot be bought, begged, borrowed, or stolen, for it is something that is of no value to anyone until it is given away. Some people are too tired to give you a smile. Give them one of yours, as none needs a smile so much as he who has no more to give."

Unknown author.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Beautiful Lies

Come on and tell me all of your stories. All of your lies. Beautiful, ugly, proud, disgraceful lies. Do it. Cause you know you're as good at telling them as i'm good at falling for them, for you.

As pessoas são fantásticas. São os melhores bichos que existem. E os piores. Os mais puros e os mais corruptos de todos. Não há nada no Mundo que supere a nossa ambiguidade. Nada, em toda a perfeição da Natureza.
Apetece-me gritar debaixo de água e deixar vir a corrente para lavar os meus pensamentos.
Queria, quero, saber antever o futuro e mudá-lo já. Mas percebo que é algo que já estou a fazer, sem saber. Ando a jogar ao quarto escuro.
Tropeço na mobília, nas fotos antigas, e sonho com o passado, o presente e o futuro enredados.


Não é fácil perceber a teia que faço - faço o que posso para não a compreender.

Não a quero entender, ver, ouvir, imaginar, saber sequer que existe. Construo-a simplesmente à espera do próximo fio, da próxima volta. À espera da próxima brisa, que ainda que leve, a derrube, me derrube. Mas ela está lá, qual percepção de uma realidade imaginária, de uma quimera verdadeiramente fantasiada.
E então? No fim são só voltas. Escolhe-se o sentido, numa espiral. Para dentro, andamos infinitamente à volta de algo indesejavelmente fácil de perseguir. Ou para fora, conseguimos, bem ou mal, afastarmo-nos de alguns objectivos iniciais.

Anyway, não vale muito a pena pensar nisso.